Movimento popular galego homenageia Revoluçom Cubana

24 de Dezembro de 2007

A poucos das de se cumprir o quadragésimo nono aniversário da Revoluçom Cubana, a Associaçom de Amizade "Francisco Vilhamil" organizou um acto político-festa. Como vem sendo tradicional, a iniciativa tivo lugar na noite de sábado 22 de Dezembro nos locais da associaçom vicinal do bairro compostelano do Castinheirinho.

José Viqueira "Checho", em representaçom da organizaçom internacionalista galega, abriu o acto político iniciado com o som dos hinos nacionais cubano e galego antes de dar passagem às intervençons de diversas expressons políticas, sindicais e sociais do movimento popular anti-imperialista do nosso país. A nova esquerda independentista estivo representada por AGIR, BRIGA, NÓS-UP e o nosso Partido.

O secretário-geral de Primeira Linha, Carlos Morais, transmitiu a solidariedade d@s comunistas galeg@s com Cuba e a sua Revoluçom numha alocuçom que reproduzimos integralmente a seguir.

Posteriormente, Alejandro Fuentes, Cônsul da República de Cuba na Galiza, encerrou o acto com um discurso em que manifestou plena confiança na firmeza da via socialista cubana e desejou longa vida ao Comandante Fidel Castro.

A continuaçom, tivo lugar umha festa com música cubana, em que nom faltárom os petiscos e os tradicionais "mojitos", com participaçom de mais de 150 pessoas.

Saudaçom de Primeira Linha à Revoluçom Cubana no seu 49 aniversário 

Boa tarde, amigas e amigos, companheiros e companheiras, camaradas:

Há 49 anos, Cuba escrevia umha das mais belas e audazes páginas na história da emancipaçom humana e da liberdade dos povos, nesse invisível fio vermelho condutor de futuro que é a luita de classes.

Neste meio século, com todas as suas virtudes e defeitos, a Revoluçom Cubana tem sido constante fonte de inspiraçom e de fôlego para milhares de homens e mulheres de todo o planeta. Fidel e o Che, como os dous mais destacados dirigentes daquela gesta, gravárom a ferro e fogo na consciência de oprimidas e oprimidos, tal como antes figera Marx e Lenine, qual é o caminho para atingir umha sociedade melhor.

Porém, hoje -cinco décadas depois de aqueles sucessos que, tal como a Revoluçom Bolchevique de 1917, abalárom o mundo- seguimos na hora dos fornos e nom se há de ver mais que a luz, tal como manifestou Martí.

Hoje o planeta assiste a um dos mais graves desafios que tivo que confrontar: a grave crise ecológica para onde nos conduz inexoravelmente o irracional e mortífero sistema capitalista.

Hoje há mais pobres, mais miséria, mais fame, mais desnutriçom, mais exploraçom, mais analfabetismo, mais crianças na rua, mais dor e infelicidade que em 1959. Os ricos som cada vez mais ricos e os pobres cada dia mais pobres.

Hoje existem pois mais razons para luitar polos mesmos objectivos que provocárom a criaçom do Exército Rebelde na Sierra Maestra.

A partir da Galiza, umha naçom oprimida polo imperialismo, A partir da Galiza, umha naçom trabalhadora explorada e marginalizada polo capitalismo espanhol e transnacional, queremos saudar e manifestar a nossa solidariedade com a Revoluçom Cubana, pois a Independência e a Soberania Nacional, o Socialismo e a superaçom de toda forma de dominaçom, som para nós, comunistas galeg@s, as razons polas quais combatemos sem trégua Espanha, o Capital e o Patriarcado.

Hoje, seguindo as ensinanças do Che, há que luitar contra o imperialismo onde quer que se encontre: nas montanhas da Colômbia e do Afeganistám, nas ruas de Gaza e Caracas, nos areias do Saara, nas avenidas de Bagdade ou nas fábricas e centros de trabalho e ensino da Galiza. Embora diversos e distantes, em todos estes lugares compartilhamos o mesmo combate que Cuba leva a livrar desde 1959.

O imperialismo e o capitalismo nom se podem reformar, a economia de mercado e a democracia burguesa nom é alternativa algumha. Som modelos predadores que só geram infelicidade e miséria.

A Revoluçom Socialista é o grande projecto aglutinador para as múltiplas opressons e portanto as múltiplas rebeldias que latejam nas nossas sociedades.

O Socialismo como etapa de transiçom até o Comunismo é a única alternativa viável e sensata para resolver os graves problemas da imensa maioria da humanidade.

Cuba tem por diante sua enormes reptos e desafios para lograr aprofundar na via socialista e solventar os enormes problemas que hoje padece.

@s revolucionári@s galeg@s estamos firmemente convencid@s da sua provada capacidade para superar a actual crise e assim avançar no caminho aberto a 1 de Janeiro de 1959, garantindo e alargando a soberania nacional e as conquistas operárias e populares derivadas da democracia socialista.

Com Cuba, com a alegria e a satisfaçom do dever cumprido, con a tenrura da solidariedade, a intransigência de idênticos princípios e valores revolucionários, seguiremos marchando, cantando, sonhando e luitando, construindo o ser humano novo.

Até a vitória sempre. Pátria ou morte!!

Viva Cuba livre e socialista!

Polo Comité Central de Primeira Linha

Carlos Morais

Secretário-Geral

Galiza, 22 de Dezembro de 2007

 

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