A Igreja Católica poderá continuar a exaltar o fascismo, ao ficar isenta da retirada obrigatória de símbolos franquistas

1 de Novembro de 2007

Se alguém tinha dúvidas sobre as insuficiências da chamada Lei da Memória, um acordo entre o PSOE e CiU, ao qual aderírom o PNB e Coalición Canaria, retirou do texto final a obrigatoriedade da retirada de símbolos que exaltem o fascismo em igrejas e outros espaços associados às práticas da Igreja Católica.

Mais um prémio do PSOE aos mesmos que nestes dias celebram a beatificaçom de meio milhar de "caídos por Deus e por Espanha" na Guerra Civil -do bando franquista, entenda-se, graças à iniciativa do Vaticano e ao apoio do próprio governo espanhol, que enviou a Roma o ministro dos Negócios Estrangeiros para assistir ao acto, em meio de bandeiras franquistas, camisas azuis e sotainas.

Umha emenda de última hora introduziu a isençom da obrigaçom de os símbolos franquistas serem retirados das igrejas, e assim foi aprovado finalmente polo Pleno do Congresso espanhol, à espera de passar o trámite do Senado.

Em simultáneo, o bispo de Sigüenza e alto cargo da Conferência Episcopal Espanhola, José Sánchez, apoiava as recentes declaraçons do dirigente do PP Mayor Oreja, negando-se a condenar o franquismo, já que "foi umha época que durou 40 anos e tivo maldades, mas também bondades", supomos que referindo-se à idade de ouro vivida pola Igreja Católica em harmónica fusom com o sistema.

Em definitivo, a Lei da Memória renuncia, graças à iniciativa do PSOE, de CiU, do PNB e de CC, a qualquer actuaçom legal tendente a limpar as igrejas e locais pertencentes à Igreja Católica da apologia do genocídio e o golpe de Estado. Mais um motivo, se já nom havia suficientes, para continuar a luita pola memória antifascista.

 

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