Déjà vu: Estado espanhol rechaça qualquer soluçom democrática detendo a interlocuçom abertzale em pleno

5 de Outubro de 2007

Todas e todos os representantes políticos da esquerda abertzale com quem há poucos meses representantes do PSOE sentárom para falar de procurar umha saída negociada ao conflito basco-espanhol, fôrom detidas e detidos de maneira fulminante por ordem do Governo através do tribunal político de excepçom chamado Audiência Nacional.

As mesmas pessoas reconhecidas como interlocutoras pola dirigência do PSOE som agora arbitrariamente detidas por grupos de encapuzados mandados polo Estado. Um operativo que o ex-dirigente abertzale Floren Aoiz, também levado a prisom polo governo espanhol em 1997 por iniciativa do PP e do juiz Garzón, definiu como "processo de fabricar independentistas".

A aparente fortaleza do aparelho estatal espanhol só demonstra que as agressons antidemocráticas, incluída a suspensom do direito de reuniom, som novamente a via escolhida por um governo após outro para liquidar o "separatismo basco", mas nom que essa fórmula vaia dar os frutos que já nom deu no passado.

A história tem demonstrado que, golpe após golpe, a esquerda abertzale continua a reforçar-se quando tem ocasiom de o demonstrar, como se viu no último processo eleitoral. O violento espanholismo que alimenta ideologicamente os governos do PSOE e do PP volta a responder em chave repressiva a um importante sector da sociedade basca, que representa a terceira força eleitoral.

Na Galiza, NÓS-Unidade Popular foi a primeira e, por enquanto, única força política que já manifestou abertamente a sua solidariedade ao povo basco e à esquerda abertzale. Reproduzimos na íntegra o comunicado feito público pola sua Direcçom Nacional, assumindo o seu conteúdo e somando-nos à necessária solidariedade activa com o movimento independentista basco:

A ánsia de liberdade nom pode ser encarcerada: solidariedade com Euskal Herria e com a esquerda abertzale

NÓS-Unidade Popular quer denunciar alto e claro as barbaridades antidemocráticas com que os sucessivos governos espanhóis querem impedir umha saída para o conflito existente entre um sector mui importante do povo basco e o próprio aparelho de estado espanhol.

Ontem vivemos um novo episódio –com certeza, nom o último– da infámia que caracteriza o regime monárquico espanhol, cuja essência autoritária nom muda com “populares” nem com os que se autodenominam “socialistas”: um grupo de mais de vinte destacad@s independentistas basc@s fôrom detidos e detidas por ousarem exercer o livre exercício de reuniom, sendo “acusad@s” de integrarem a direcçom de umha organizaçom política que é plenamente legal a poucos quilómetros do lugar da detençom (no Estado francês), mas que é ilegal em território administrado por Espanha.

Enquanto organizaçons filofranquistas plenamente legais exibem símbolos e atitudes fascistas, incluídas graves agressons físicas em diferentes pontos do Estado espanhol; enquanto forças políticas como o Partido Popular continuam a negar-se a questionar o genocídio praticado polo assassino Francisco Franco durante 40 anos de ditadura; entretanto, os governos “constitucionalistas” espanhóis teimam em “varrer” o País Basco de “separatistas”; teimam em “converter" ao espanholismo pola pura violência os povos que nom conseguem homologar à Espanha “Una, Grande y Libre” de sempre. Teimam, sem compreenderem que a ánsia da autêntica liberdade nom pode ser encarcerada.

O digno e luitador povo basco tem demonstrado, e continuará fazê-lo, que a repressom nom pode afogá-lo. Deste canto da Península, desta naçom chamada Galiza, a esquerda independentista galega representada por NÓS-Unidade Popular quer fazer chegar, nestes momentos, toda a solidariedade internacionalista ao movimento abertzale basco, com o pleno convencimento de, afinal, a vitória será nossa.

Gora Euskal Herria askatuta!

Viva Galiza livre!

Direcçom Nacional de NÓS-Unidade Popular

Galiza, 5 de Outubro de 2007

 

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