Grande-Marlaska chama 'dialecto gallego' ao nosso idioma numha providência da Audiência Nacional

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5 de Fevereiro de 2008

NÓS-Unidade Popular fijo pública nas últimas horas umha providência do juiz da Audiência Nacional espanhola Fernando Grande-Marlaska em que denomina o idioma co-oficial da Comunidade Autónoma da Galiza "dialecto gallego". O documento, emitido polo Julgado Central de Instruçom nº 3 da Audiência Nacional, fai parte do caso da queima de um boneco de madeira que representava o rei espanhol, acontecida em vigo no dia 6 de Dezembro.

O juiz instrutor do caso, Grande-Marlaska, recupera a denominaçom mais habitual para denominar a nossa língua durante o franquismo, "dialecto gallego", em resposta a um escrito da defesa solicitando serviço de intérprete nas declaraçons dos quatro militantes de NÓS-Unidade Popular denunciados pola polícia espanhola.

A organizaçom independentista difundiu um comunicado em relaçom com este caso de desprezo a umha das línguas co-oficiais nas administraçons do Estado, por parte de um dos poderes em que se sustenta esse Estado, como é o judicial.

Achamos de interesse reproduzir o comunicado de NÓS-UP na íntegra:

Grande-Marlaska, magistrado da Audiência Nacional, denomina ‘dialecto gallego’ o idioma co-oficial da Galiza

NÓS-Unidade Popular quer dar a conhecer à sociedade galega um documento que ilustra a consideraçom que o nosso idioma merece ao magistrado da Audiência Nacional espanhola Fernando Grande-Marlaska Gómez.

Numha providência emitida polo referido juiz no passado dia 28 de Janeiro, em resposta ao pedido de um intérprete por parte da defesa dos quatro militantes de NÓS-Unidade Popular acusados de queimar umha figura em madeira que representava o rei de Espanha, Grande-Marlaska afirmou literalmente que

en lo referente a [la] petición de designación de intérprete de dialecto gallego, ya se instó en su día por este juzgado de la Empresa encargada”.

É importante sublinhar que nom se trata de um texto informal que pudesse admitir um descuido ou lapsus linguae. Estamos diante de um documento judicial de tipo formal, emitido polo Julgado Central de Instruçom nº 3 da Audiência Nacional, que opta por um tratamento denigrante e de claro desprezo para um dos idiomas co-oficiais numha das Comunidades Autónomas que actualmente formam o Estado espanhol.

Em nossa opiniom, que um organismo judicial como a Audiência Nacional e um juiz como Fernando Grande-Marlaska se dem ao luxo de desprezar abertamente o idioma da Galiza é um facto relevante que deve ser conhecido pola sociedade galega e polas instituiçons da Comunidade Autónoma da Galiza. Mas é também necessário que se produza um pronunciamento dos máximos responsáveis da Junta da Galiza, o presidente Emilio Peres Tourinho e o vice-presidente Anxo Quintana.

Para NÓS-Unidade Popular, esse desprezo judicial ao nosso idioma constitui mais um indício do carácter reaccionário e anacrónico da Audiência Nacional, organismo judicial continuador do Tribunal de Ordem Pública franquista. Mais um motivo para novamente exigirmos a sua desapariçom.

À espera de umha reacçom institucional da Junta da Galiza, NÓS-Unidade Popular vai transladar o caso ao Valedor do Povo e aos organismos nom governamentais relacionados com os direitos civis e lingüísticos, nomeadamente o Movimento polos Direitos Civis, o Observatório para a defesa dos direitos e liberdades ‘Esculca’, a Mesa pola Normalizaçom Lingüística, e a Associaçom Galega da Língua.

A sociedade galega nom pode deixar passar um desprezo institucional como esse contra a nossa língua.

Direcçom Nacional de NÓS-Unidade Popular

Compostela, Galiza, 5 de Fevereiro de 2008

 

 

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