O Diário da Bolívia publicado pola Abrente Editora

12 de Julho de 2007

O Diário da Bolívia, um conjunto de textos que conformam o diário da campanha guerrilheira iniciado a 7 de Novembro de 1966 e finalizado a 7 de Outubro de 1967, da autoria de Enesto Che Guevara, acabou de ser publicado pola primeira vez em galego-português da Galiza pola Abrente Editora.

O livro vai acompanhado por outros cinco documentos. Em primeiro lugar inclui, polo seu interesse, a Carta de despedida do Che a Fidel Castro escrita em Abril de 1965 e difundida a 3 de Outubro desse ano, seguido do discurso de Fidel na velada solene em memória do Che realizada em 18 de Outubro de 1967; posteriormente, reproduz a introduçom de Fidel à primeira ediçom cubana do Diário, e a “Mensagem aos povos do mundo” do Che, transmitida na reuniom da Tricontinental realizada em Havana em Abril de 1967, embora escrita antes da sua ida para a Bolívia. Finalmente, também recolhe os 5 comunicados do ELN e umha série de documentos gráficos: mapas e fotografias.

Graças a este documento histórico, podemos compreender e sentir o que foi umha das maiores epopeias da segunda metade do século XX. Contrariamente ao que se pode pensar, o Diário da Bolívia nom é um texto frio e impessoal; transmite sentimentos e emoçons, mesmo às vezes permite certas licenças literárias e poéticas, e até nom renuncia ao humor, como quando recolhe que Radio Habana informa que a reuniom da OLAS recebeu um mensagem de apoio do ELN mediante “um milagre de telepatia”. Em todo o momento, o Diário exprime as reflexons carregadas de realismo de um homem consciente do que fai, entregado completamente à causa da emancipaçom humana, mas que nunca pensou que as suas breves pinceladas seriam publicadas e lidas por milhons de pessoas.

O livro -cujo preço de venda é de 18 €, pode ser adquirido a partir da vindoura semana nas principais livrarias do País, em diversos Centros Sociais, ou solicitando-o à Abrente Editora.

Esta iniciativa fai parte da homenagem ao Che que Primeira Linha está a realizar ao longo deste ano, coincidindo com o 40 aniversário da sua morte na Bolívia, a 9 de Outubro de 1967.

O Che foi um combatente revolucionário que morreu de armas na mao, mas também um pensador criativo com umha vasta obra, cheia de importantes contributos para os debates mais candentes que o marxismo revolucionário livrava com o dogmatismo soviético e o fracassado modelo burocrático do socialismo realmente inexistente.

O Che Guevara é, sem lugar a dúvidas, um dos referentes mais sólidos dos valores e condutas que devem guiar o ser humano do futuro, e espelho das geraçons de combatentes revolucionári@s comunistas do presente.

 

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