Junta da Galiza financia os media mais reaccionários e antigalegos

4 de Novembro de 2007
O Diário Oficial da Galiza publicou as ajudas atribuídas directamente polo Governo bipartido à frente da Junta às empresas jornalísticas e de radiodifusom instaladas na Galiza em 2007. Como sempre, o espanholismo e conservadorismo parecem ser os principais critérios na hora de repartir dinheiro público no ámbito comunicativo.
Com efeito, La Voz de Galicia volta a ocupar o topo da lista de empresas subsidiadas directamente pola Administraçom pública: quase um milhom de euros (995.000) é o prémio da Secretaria Geral da Comunicaçom, adscrita à Presidência, à política supostamente informativa dos reis da manipulaçom e a intoxicaçom mediática.
Outras empresas de meios de comunicaçom como Faro de Vigo (385.374€) ou o El Progreso (175.798€) conseguem importantes fatias do dinheiro público galego neste ano. Para além da linha editorial conservadora ou mesmo reaccionária dos meios mais 'premiados', todos eles, sem excepçom, significam-se ano após ano polo aberto desprezo polo idioma da Galiza, polo qual a Administraçom autonómica volta a demonstrar um desprezo semelhante ao nom exigir, se nom mais, no mínimo umha fasquia de 50% de presença do galego como condiçom sine qua non. Nom era essa a idílica percentagem comprometida no capítulo de meios de comunicaçom no Plano Geral de Normalizaçom da Língua Galega?
Longe disso, dá a impressom de que, como acontecia com o PP, o uso do galego continua a ser penalizado, se levarmos em conta que a única empresa realmente comprometida com o nosso idioma, Vieiros, recebe um dos subsídios mais baixos das 22 empresas financiadas pola Junta do PSOE e o BNG neste ano. Eis a lista completa de empresas e dinheiros:
| La Voz de Galicia, S.A. | 967.782 € |
| Faro de Vigo, S.A.U. | 385.374 € |
| El Progreso de Lugo, S.L. | 175.798 € |
| Editorial Compostela, S.A | 169.806 € |
| Editorial La Capital, S.L. | 111.929 € |
La Región, S.A. |
108.070 € |
| Lérez Ediciones, S.L. | 82.699 € |
| La Opinión de La Coruña, S.L. | 54.611 € |
| Rías Baixas de Comunicación, S.A. | 43.931 € |
| Radio Popular, S.A. | 22.312 € |
Canal Voz, S.L. |
21.233 € |
| Radio Coruña, S.L. | 21.224 € |
| Radio Galicia, S.A | 16.200 € |
| Uniprex,S.A. | 15.267 € |
| Radio Pontevedra, S.A | 10.610 € |
| Vieiros información en rede, S.L. | 10.446 € |
| Voz de Galicia Radio, S.A | 6.610 € |
| Europa Press Delegaciones, S.A. | 4.469 € |
| Interdix Galicia, S.L. | 4.245 € |
| Telecable Compostela, S.A.U. | 3.945 € |
| Radio Orense, S.A. | 3.823 € |
| Axencia Galega de Noticias, S.A. | 3.452 € |
Para além de outras consideraçons, nom deixa de ser chocante comprovar como os porta-vozes da religiom neoliberal garantem o seu sustento graças ao dinheiro do Estado, e nom do 'livre mercado' que dim defender incondicionalmente. De facto, nengum dos grandes empórios mediáticos poderia sobreviver dependendo unicamente das suas vendas em quiosques e é o seu papel como difusores da ideologia central do sistema que lhes garante substanciosos rendimentos que pagamos todos e todas.