Mantém-se discriminaçom laboral das mulheres galegas

26 de Agosto de 2007

Mais um estudo ratifica a discriminaçom estrutural a que o actual sistema capitalista condena as mulheres trabalhadoras galegas. Desta vez, foi o Conselho Galego de Relaçons Laborais, dependente da Conselharia do Trabalho, que apresentou um relatório que situa em 27% as diferenças salariais entre homens e mulheres, em favor dos primeiros, como média entre a populaçom assalariada galega.

Segundo esse estudo oficial, os postos de trabalho dos homens continuam a ser considerados os "principais", o que fai com que sejam as mulheres as primeiras a sofrer as conseqüências de crises, reajustamentos ou agressons no mercado laboral, por serem consideradas "complementares" dos postos ocupados por homens.

Atendendo aos diferentes níveis de formaçom, a diferença salarial é maior entre homens e mulheres sem estudos, ficando acima dos 45%, mas também se verifica entre licenciadas, engenheiras e doutoras, que ficam, em média, 37% abaixo dos homens com idênticas habilitaçons académicas. Nos cargos directivos, a discriminaçom salarial das mulheres atinge os 68,5%. O estudo situa em 19.257 euros anuais brutos o ordenado médio dos galegos, face a 13.999 euros no caso das mulheres, quer dizer, mais de 4.000 euros anuais de diferença em funçom do sexo.

Para além de outras consideraçons, convém sublinhar que essa posiçom subordinada em termos de emprego e protecçom social determina outros graves problemas estruturais derivados da concepçom patriarcal do sistema, incluída a dependência no seio da família e a fraqueza perante fenómenos como a violência machista.

 

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