O estudantado vira costas aos CAF e manifesta-se contra Bolonha e a elitizaçom do ensino

30 de Abril de 2008

A greve formalmente convocada de início pola secçom estudantil do BNG, os CAF, contra a subida de taxas, foi finalmente protagonizada polo estudantado que realmente trabalhou nessa frente durante todo o actual ano académico, ficando em evidência a falta de introduçom da entidade estudantil autonomista.

Se ao longo do País a resposta à convocatória dos CAF foi ínfima, foi nos lugares onde a esquerda independentista e as assembleias estudantis tenhem algumha força que a greve acabou por ter resposta entre o alunado. Assim aconteceu em Compostela, onde as siglas convocantes a golpe de publicidade mediática e apoio institucional ficárom isoladas da mobilizaçom que percorreu o centro histórico da capital galega.

Tal como se expom na crónica realizada pola entidade estudantil independentista AGIR no seu site, as quase duascentas pessoas mobilizadas respondêrom à iniciativa da Assembleia de Filologia e da própria AGIR, e nom aos representantes estudantis do BNG, que ficárom sozinhos atrás da própria faixa na praça do Toural, enquanto o estuantado se manifestava contra Bolonha e a elitizaçom do ensino universitário polas ruas centrais de Compostela.

Confirma-se que cada vez é mais difícil para os CAF defender a política neoliberal e pró-Bolonha do BNG à frente da Junta e, em simultáneo, pretender liderar a oposiçom aos efeitos dessas mesmas políticas. Apesar de ver-se numericamente reduzida a comunidade estudantil compostelana e do apoio económico e mediático às siglas instrumentais do BNG na universidade, as assembleias abertas e o estudantado independentista som reconhecidos como verdadeiros motores da oposiçom à política neoliberal no ámbito do ensino.

 

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