Relatório da CIG: Populaçom assalariada galega perde peso no reparto do Produto Interno Bruto

8 de Junho de 2007

O Gabinete Técnico de Economia da Confederaçom Intersindical Galega (CIG) apresentou um novo Relatório de Económia que, com base nos dados da contabilidade trimestral da Galiza no ano 2006, tira algumhas conclusons eloqüentes sobre a evoluçom socioeconómica da formaçom social galega.

Assim, se atendermos aos dados macroeconómicos, a Galiza cresceu em 2006 4,1%, mas se nos aproximarmos mais da realidade desse crescimento, vemos que reflecte um alargamento da distáncia entre a populaçom assalariada e as grandes rendas, perdendo a primeira peso no Produto Interno Bruto galego. Se a isso acrescentarmos a manunteçom de níveis insuportáveis de eventualidade nos contratos laborais (95%) no período estudado, vemos que o modelo económico em vigor na Galiza continua a beneficar os de sempre.

O crescimento económico continua sustentado no sector da construçom civil, com 13,1% de contributo para o PIB, à frente da indústria, que aumentou 7,7% em relaçom ao sector primário, que já só representa 4,1% do Produto Interno Bruto Galego.

Os dados referem-se à Comunidade Autónoma da Galiza, e nom ao conjunto do País mas, fazendo essa ressalva, podemos afirmar que ocupamos os últimos lugares em parámetros como o PIB por habitante (18.335 euros em 2006), muito por baixo dos 22.152 que representárom no ano passado a média estatal. De facto, o estudo da CIG afirma que a CAG ocupa o quarto lugar a começar polo final. Contodo, houvo umha pequena melhoria nesse aspecto, o que o relatório atribui à perda relativa de populaçom, umha vez que na CAG houvo um aumento de 0,2% e no Estado a média foi de 1,7% no ano passado, o que ajuda a criar a aparência do crescimento do peso per capita.

Segundo os últimos datos, o PIB por habitante en Galiza acadou os 18.335 euros no ano 2006, fronte aos 22.152 de media do Estado, o que sitúa a Galiza como cuarta comunidade co PIB por habitante máis baixo. Paradoxalmente, esse aumento pode ser prejudicial em termos de distribuiçom de recursos estatais, sem que exista umha sólida melhoria económica para a maioria que o justifique.

Mais populaçom assalariada

O trabalho difundido pola CIG indica que em 2006 houvo um aumento da taxa de salarizaçom (3% e 49.800), nomeadamente no sector da construçom, com perda no sector industrial, apesar de ter crescido a produtividade no mesmo. De resto, a taxa de temporalidade (indicador fundamental da precariedade) mantivo-se, com 34,86%, piorando no caso das mulheres e do sector público.

O desemprego diminuiu de maneira importante (13,6%) em relaçom a 2005, graças em boa medida à precarizaçom do emprego a que aludimos, mas as diferenças entre sexos continuam a ser grandes: 5% para os homens, 11,4% para as mulheres, ficando a média em 11,4%.

Pode consultar-se o estudo feito público pola CIG aqui.

 

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