Vizinho da Corunha denuncia Javier Lousada por incumprimento da Lei da Memória Histórica

21 de Maio de 2008

Um vizinho da Corunha denunciou nos tribunais o presidente da Cámara Municipal corunhesa, Javier Lousada, do PSOE, polo flagrante incumprimento da Lei da Memória Histórica aprovada polo governo espanhol, em maos do mesmo partido.

O denunciante, de 87 anos, lembra na sua denúncia que notórios fascistas, como Millán Astray, mantenhem nom apenas ruas, mas monumentos de grandes dimensons em pleno centro da cidade.

A digna e responsável medida de Ovídio Bao (nome do antifascista que denunciou o presidente da Cámara) é um exemplo frente à desmemória incutida pola propaganda oficial numha parte da vizinhança, aparentemente indiferente apesar de habitar a cidade galega mais inçada de simbologia dos genocidas que governárom pola força a Galiza durante quatro décadas, após um golpe de estado que derivou em guerra.

Ao lado desses sectores levados à passividade pola ideologia dominante, outros colectivos e pessoas da Corunha tenhem denunciado durante os últimos anos a vergonha das homenagens a Franco e ao seu regime assassino, a começar polo título de "Filho Predilecto" que ainda mantém de maneira oficial na instituiçom local.

É o caso da corunhesa Comissom pola Recuperaçom da Memória Histórica, que durante os últimos anos promoveu diferentes iniciativas contra a simbologia franquista em pola recuperaçom da memória da repressom; ou de NÓS-Unidade Popular, que eliminou directamente numerosas placas e outros símbolos das ruas corunhesas; sem esquecermos a organizaçom juvenil BRIGA, que tentou derrubar por via directa a estátua do fundador da Legión em frente ao Quartel de Atocha, chegando a serrar-lhe só um pé antes da actuaçom policial.

Multas, assédio e espancamentos somárom-se nestes anos aos ataques mediáticos aos galegos e galegas que figérom frente ao continuísmo iconográfico franquista num concelho que hoje é governado por um bipartido formado polos continuístas PSOE e BNG. Um vizinho de Corunha, Ovídio Bao, de 87 anos, é um novo exemplo da firmeza e compromisso democrático que o povo galego pratica.

 

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