Colômbia: FARC combatem desinformaçom sobre a troca de prisioneiros frustrada por Uribe

9 de Abril de 2008

Perante a desproporcionada campanha mediática de ataques e calúnias à justa luita da guerrilha marxista colombiana, da Galiza nom queremos de contribuir na modéstia da nossa capacidade para dar voz às sem-voz. Reproduzimos a seguir o último comunicado das FARC, em que dam a sua versom sobre a polémica em torno da troca de prisioneiros por enquanto frustrada polo criminoso Álvaro Uribe.

Comunicado das FARC

  1. A libertaçom unilateral de cinco congressistas e de umha ex-candidata à vice-presidência, acontecida entre Janeiro e Fevereiro, foi antes de mais um gesto de generosidade e vontade política das FARC, nom de fraqueza ou resultado de umha pressom, como erradamente assume o governo do senhor Uribe. Tais libertaçons obedecêrom a umha decisom soberana da insurgência das FARC, estimulada polo persistente labor humanitário do presidente Hugo Chávez e da senadora Piedad Córdoba.
  2. Desde a última libertaçom unilateral de 27 de Fevereiro, temos estado à espera do decreto presidencial que ordenasse o despejo militar da Pradera e Florida para concretizar ali, com a garantia da presença guerrilheira, o acordo de troca humanitária. Os guerrilheiros presos nas prisons da Colômbia e os Estados Unidos som a nossa prioridade. Rejeitamos a qualificaçom amanhada do delito político que tenciona impedir que os guerrilheiros saiam dos cárceres. Nom estamos a reclamar para ninguém o estatuto de refugiado, utilizado como nome camuflado de desterro e de institucionalizaçom do delito de opiniom.
  3. Lamentamos profundamente que, enquanto propiciávamos factos palpáveis em direcçom à troca de prisioneiros, o presidente Uribe planeasse e executasse o traiçoeiro assassínio do comandante Raúl Reyes, ferindo de more a esperança de troca humanitária e de paz. Quem ordena aos seus generais o resgate militar a ferro e fogo, nom quer troca. Quem oferece milhons de dólares instando à deserçom com prisioneiros, nom é pola troca. Isso é Uribe: o obstáculo principal e o inimigo número um da troca. Por isso é que aposta irresponsavelmente, todos os dias, no desfecho fatal.
  4. Polas mesmas razons expostas ao CICR a 17 de Janeiro, a missom médica francesa nom é procedente e muito menos quando nom é resultado da concertaçom, mas da má fé de Uribe perante o governo do Elíseo, e umha burla desalmada às expectativas dos familiares dos prisioneiros. Nom agimos sob chantagens nem sob impulso de campanhas mediáticas. Se a inícios do ano o presidente Uribe tivesse despejado Pradera e Florida por 45 dias, tanto Ingrid Betancur, como os militares e os guerrilheiros presos já teriam recuperado a liberdade, e seria a vitória de todos.

 

Secretariado do Estado Maior Central das FARC-EP

Montanhas da Colômbia, 4 de Abril de 2008

 

 

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