Faleceu Francisco Martins Rodrigues, luitador comunista português, apoiante da independência da Galiza

O camarada Francisco Martins numha intervençom nas Jornadas Independentistas Galegas de 2006

22 de Abril de 2008

Nom por esperada, a notícia do falecimento do nosso camarada português, Francisco Martins Rodrigues, deixa de entristecer as comunistas e os comunistas galegos. Memória viva do heróico movimento revolucionário em Portugal, luitador incansável e insubornável da causa proletária, com ele Portugal perde um dos grandes combatentes pola revoluçom e a Galiza um amigo solidário da nossa independência nacional e o socialismo.

A seguir reproduzimos o comunicado enviado polo Comité Central do nosso partido aos camaradas e às camaradas do colectivo comunista português Política Operária.

Derradeiro encontro de comunistas galeg@s com Francisco Martins e camaradas da Política Operária em Lisboa (Abril de 2008)

Cravos vermelhos choram lágrimas de dor

Faleceu Francisco Martins Rodrigues

Com enorme tristeza e consternaçom, recebemos a esperada notícia. Às duas da madrugada do dia 22 de Abril, acompanhado de familiares e camaradas, falecia em Lisboa o revolucionário comunista português Francisco Martins Rodrigues.

O Comité Central de Primeira Linha quer manifestar o seu profundo pesar pola morte deste excepcional militante da liberdade e da causa operária, transmitindo a familiares e amig@s do Chico, com destaque para os e as camaradas da Política Operária, as nossas mais sinceras condolências pola sua morte.

Com o falecimento do Chico Martins, a Galiza perde um dos melhores amigos da luita nacional do povo galego em Portugal, e a classe operária portuguesa um dos seus maiores e insubornáveis defensores.

A sua coerente trajectória de toda umha dilatada vida consagrada aos ideais da emancipaçom humana é todo um exemplo para as novas geraçons de combatentes no país irmao, mas também para @s revolucionári@s galeg@s que tivemos o orgulho e o imenso prazer de o conhecer, de o tratar e aprender da sua imensa lucidez, capacidade analítica e humildade revolucionária.

No passado dia 6 de Abril, umha delegaçom do nosso partido visitou o Chico em Lisboa, compartilhando com ele momentos de camaradagem e reconhecimento polo profundo respeito, amizade e solidariedade com que sempre tratou a luita de libertaçom nacional e social de género do povo trabalhador galego. Nesse momento, sabíamos que nos estavamos despedindo de um formidável amigo e camarada que livrava com tranquilidade e coragem a sua última batalha, contra a morte e pola vida.

Por este motivo, no sábado 12 de Abril, Francisco Martins Rodrigues foi homenageado nas XII Jornadas Independentistas Galegas, nas quais participou em 2002, 2004 e 2006. Nesta ocasiom, o grave estado de saúde impossibilitou a sua prevista intervençom no programa que tínhamos desenhado.

Na nossa retina colectiva, sempre lembaremos o Chico manifestando-se no 25 de Julho pola ruas de Compostela em prol da liberdade da nossa naçom, o Francisco Martins Rodrigues intervindo nos actos políticos de NÓS-Unidade Popular, nas Jornadas Independentistas Galegas, nos actos internos, nas festas e sessons políticas da PO em Lisboa, com a sua serenidade e rigorosidade, com as suas agudas e acertadas opinions, em definitivo, com a arma secreta da vitalidade juvenil com que até o seu derradeiro fôlego combateu o capitalismo e sonhou por um novo mundo.

Umha imensa gratitude para o embaixador da esquerda independentista galega em Portugal, para um de esses velhos bois imprescindíveis para arar o porvir. Obrigado por nos ensinar o caminho para lograrmos ser revolucionári@s, o degrau mais elevado da espécie humana que acertadamente definiu o Che no seu Diário da Bolívia; polos contributos teóricos no combate ao reformismo e oportunismo, por nos ensinar o orgulho de sermos comunistas; por nom desfalecer após doze anos de prisom; polos longos anos de clandestinidade; por nom ceder nos princípios irrenunciáveis do marxismo revolucionário neste mundo de buscadores de ouro; em definitivo, por ter consagrado a vida à Revoluçom. A dívida que temos contigo nunca poderá ser paga.

Até sempre camarada!

Amanhá, 23 de Abril, umha delegaçom de Primeira Linha assistirá ao sepélio que terá lugar no cemitério lisboeta do Alto de São João às 13.30.

Comité Central de Primeira Linha

Galiza, 22 de Abril de 2008

 

 

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