A Real Academia Galega nom gosta da Galiza

8 de Junho de 2008

Ninguém poderá mostrar surpresa. Há muitos anos que a Academia e os seus dirigentes protagonizam actuaçons despropositadas e contrárias aos interesses da Galiza e do nosso idioma. O rechaço 'por escrito' da denominaçom tradicional do nosso país em favor da que nos dérom os espanhóis é só mais um exemplo do espírito sipaio que guia os actos dessa instituiçom de nome monárquico.

Nunca, nos últimos 30 anos, foi capaz de representar a pluralidade da cultura nacional galega. Ao contrário, tivo que ver como as figuras intelectuais mais dignas e comprometidas do nosso pais a abandonavam e se desmarcavam do seu doentio sectarismo. Foi o caso dos lembrados Ricardo Carvalho Calero e Jenaro Marinhas del Valle.

Tampouco esquecemos que foi o presidente desse organismo, Domingo Garcia Sabell, quem denunciou que a Lei de Normalizaçom Lingüística pudesse incluir a obrigatoriedade do conhecimento do galego, conseguindo que esse ponto fosse suprimido do texto final. Isso di todo sobre a natureza desse lobby cultural, que durante as últimas décadas nom deixou de servir à Espanha autonómica.

Agora assistimos a mais um esperpento dos colonizados académicos: Dim-nos, por escrito e com linguagem burocrática nom isenta de erros lingüísticos, como temos que chamar o nosso país, se quigermos ser "normativa e juridicamente correctos": 'Galicia'.

 

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