Quintana contrata a empresas privadas madrilenas serviços que correspondem ao pessoal da Junta

30 de Julho de 2007

A CIG denunciou a proliferaçom de "assistências técnicas" no novo governo autonómico, continuando com a mesma política que aplicava o PP e o PSOE e o BNG criticavam na oposiçom. O último caso denunciado pola CIG é a contrataçom, por parte da Vice-presidência de Anxo Quintana, do gabinete jurídico de alto standing madrileno "Dej&Garrigues SL".

A gravidade deste esbanjamento de recursos públicos está em que os trabalhos contratados correspondem aos labores próprios do pessoal autonómico, segundo denunciam os representantes dos trabalhadores e trabalhadoras da Junta da Galiza.

Alguns exemplos significativos

Só no último mês e meio, fôrom publicados no DOG quatro contratos de assistência técnica, segundo o levantamento realizado pola Confederaçom Intersindical Galega. O primeiro deles, a cargo da Conselharia de Vice-Presidência e do Bem-Estar, di respeito à "programaçom e realizaçom de alternativas de ócio para os Campamentos Juvenis de Área e Porto Marim", com um orçamento de 125.875 euros, que foi atribuído à empresa privada Instituto Sondaxe S.L, apesar de a Junta contar com pessoal telefonista que podia realizar esses trabalhos.

Também o departamento que dirige Anxo Quintana publicou as bases do concurso para a contrataçom de um serviço de design, desenvolvimento e implantaçom de um portal web sobre políticas públicas para as famílias, com um orçamento de 156.000 euros. A iniciativa passa por cima do pessoal de informática da própria Administraçom autonómica, que a CIG define como "infrautilizado" e "perfeitamente qualificado para fazer este tipo de trabalhos".

Ainda a Conselharia de Vice-Presidência convocou um concurso para a realizaçom de umha consultoria de apoio, coordenaçom e supervisom técnica para o desenvolvimento de um plano de formaçom sobre violência machista para profissionais de serviços centrais. A Escola Galega de Administraçom Pública (EGAP) é um organismo público criado precisamente para esse tipo de funçons, mas a Conselharia de Anxo Quintana preferiu privatizar a iniciativa e pagá-la com dinheiro público.

Finalmente, a CIG comenta a contrataçom, por parte da Conselharia do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, da empresa Novotec Consultores SA, para redigir a Memória Anual de 2006 do referido departamento, em maos do PSOE, com um orçamento de 70.965. Umha decisom tam arbitrária como as anteriores, umha vez que a Conselharia dispom de letrados e técnicos especialistas nesse tipo de tarefas.

As contradiçons de Quintana e o BNG

A CIG da Administraçom autonómica sublinha o absurdo esbanjamento de recursos públicos que pertencem ao povo trabalhador galego, mas lembra também as palavras publicadas no boletim do BNG nº 24, em que Anxo Quintana responde, numha entrevista, que "o Sistema Galego de Atendimento à Dependência tem que estar desenhado pola Galiza e para a Galiza, atendendo à nossa realidade social, económica e territorial".

Curiosas declaraçons quando contrastadas com a realidade dos factos: a Conselharia dirigida por Quintana contrata, para o apoio jurídico no desenvolvimento de políticas legislativas da Secretaria Geral do Bem-Estar, a "prestigiosa" empresa madrilena J & Garrigues SL, prescindindo do pessoal especialista da própria Junta da Galiza.

 

 

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