Trasancos volta a dizer nom a REGANOSA

30 de Setembro de 2007

O povo trasanquês, apoiado solidariamente por numerosas pessoas e colectivos chegados de diferentes pontos do País, voltou a rechaçar contundentemente a presença e funcionamento dos depósitos de gás, bem como o tráfego de gaseiros através da ria, imposta polos poderes económicos às submissas administraçons públicas.

Umhas 3.000 pessoas marchárom polas principais ruas centrais de Ferrol, entre o porto de Corujeiras e a praça do concelho, coreando palavras de ordem contra o Grupo Tojeiro e contra as diferentes administraçons públicas, que preferem satisfazer os afáns especulativos do empresariado e das entidades financeiras antes que garantir a segurança e o respeito ao meio.

Com bom ánimo e numerosas faixas, sectores muito diversos da comarca, incluindo a esquerda independentista, participárom num novo acto de massas contra REGANOSA. Os milhares de manifestantes culpabilizárom directamente as três principais forças politicas instaladas nas instituiçons: PP, PSOE e BNG, as três apoiantes incondicionais de REGANOSA na actual localizaçom, no interior da Ria de Ferrol.

Entidades vicinais, colectivos anarquistas, associaçons culturais, representantes sindicais e a força política da esquerda independentista, NÓS-Unidade Popular, compunham umha grande manifestaçom dificilmente silenciável polos media, especialmente vendidos em Ferrol ao poder financeiro e político de REGANOSA.

Representantes de movimentos populares de Ribadávia (contra a macro-lixeira), Courel (SOS Courel), Ponte Vedra (ADRP), Vigo (contra os recheios) e outros deslocárom-se também para participar na manifestaçom de Ferrol.

A porta-voz da vizinhança fechada na Cámara Municipal de Mugardos e a representante do Comité de Emergência convocante coincidírom em assegurar que a luita vai continuar até que a paralisaçom da actividade ilegal e perigosa da Regasificadora do Noroeste SA seja um facto.

Criticárom também como os sucessivos governos autonómicos, tanto os compostos polo PP como o actual do bipartido PSOE-BNG, preferem servir a REGANOSA em lugar de ao povo que os elegeu. Foi ainda referido o caso do presidente da Cámara de Ferrol, Vicente Irisarri (PSOE), que chegou a espetar à comissom do Comité com quem se entrevistou que os recebia "por cortesia, pois fum eleito para criar postos de trabalho e REGANOSA é inamovível".

Montserrat Garel, em nome do Comité de Emergência, lembrou que REGANOSA só criou 64 postos de trabalho, destruindo muitos mais no sector do marisco existente na ria, e mostrou-se convencida da vitória do movimento popular nesta já longa luita em defesa de um desenvolvimento sustentável na comarca trasanquesa.

 

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