Entidades reintegracionistas desmarcam-se do "partidarismo" da Mesa

16 de Maio de 2008

Umha parte do movimento reintegracionista descamarcou-se da convocatória que o BNG encaminhou à Mesa para, de maneira exclusiva e excluente, convocar umha manifestaçom só contra o PSOE, esquecendo que o próprio BNG integra o governo da Junta actual. Outra parte do reintegracionismo assistirá sem assinar o manifesto promovido pola Mesa e o Bloque.

Em Compostela, os centros sociais reintegracionistas convocam umha concentraçom para o mesmo dia 17 em defesa do galego e em apoio à campanha para que se dedique um Dia das Letras a Carvalho Calero. Será às 12 horas, na praça do Toural.

Posiçom de NÓS-UP

Também NÓS-Unidade Popular, no ámbito político, criticou o sectarismo da convocatória do dia 18, que deixa fora umha parte fundamental do que hoje se move socialmente em favor da recuperaçom do nosso idioma.

Às portas de um novo Dia das Letras, que costuma funcionar como data de referência para avaliar o caminho andado no último ano no que às políticas lingüísticas di respeito, NÓS-Unidade Popular quer apresentar ao nosso povo a avaliaçom que as políticas institucionais em matéria de idioma nos merece:

1. A Administraçom autonómica, principal responsável pola política lingüística oficial, continua a arrastar a mesma desídia, em matéria lingüística, que durante tantos anos caracterizou a política dos governos do PP: a mesma farsa de investir milhons em fastos inúteis para o avanço do galego, favorecendo a permanência dos privilégios que goza o espanhol.

2. Nessa política de deixar morrer de inaniçom o idioma nacional da Galiza, som igualmente responsáveis os dous partidos governantes, o PSOE e o BNG, que integram as comissons e demais organismos que marcam a estratégia nesse campo. Convém também nom esquecer a renúncia do BNG, em 2005, a assumir a política lingüística do governo bipartido.

3. NÓS-Unidade Popular considera, por isso, vergonhoso o papel do BNG, que parece quere jogar a governo e a oposiçom em simultáneo, ordenando à Mesa a convocatória da manifestaçom do dia 18, para tentar desviar ao PSOE umha responsabilidade de que é comparticipante, com um objectivo puramente eleitoral.

4. O movimento normalizador, que conta com interessantes e construtivas iniciativas a nível comarcal, continua a carecer de um referente nacional válido, o que permite que a Mesa, instrumento de lavagem de cara do BNG, assuma o papel mediático de liderança de um movimento social muito mais amplo, plural e rico do que aquilo que o autonomismo institucional considera ‘politicamente correcto’. Um movimento que, nos últimos meses, fijo frente na rua aos ultras de Galicia Bilingüe e à repressom policial e judicial enquanto a Mesa estava desaparecida.

Por todo o anterior, NÓS-Unidade Popular recusou a participaçom na manifestaçom partidarista do dia 18, e apela o conjunto do movimento normalizador a continuarmos a luita no dia a dia, em cada vila, em cada cidade, em cada comarca, avançando na coordenaçom até conformarmos um verdadeiro movimento de luita e defesa dos direitos lingüísticos do povo galego.

Nessa luita, por cima de siglas e interesses eleitoreiros, estará sempre NÓS-Unidade Popular e o conjunto da esquerda independentista galega. Em farsas e lavagens de cara dos responsáveis pola nefasta política lingüístia actual, nunca.

Direcçom Nacional de NÓS-Unidade Popular
Galiza, 15 de Maio de 2008

 

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