Mais iniciativas populares homenageiam Che Guevara

24 de Outubro de 2007

A Associaçom de Amizade Galego-Cubana “Francisco Vilhamil” acabou de inaugurar em Compostela umha exposiçom de homenagem ao Che coincidindo com o 40 aniversário do seu assassinato na Bolívia. A entidade de apoio à Revoluçom Cubana organizou a mostra, configurada com panéis fotográficos que percorrem a trajectória vital do revolucionário argentino-cubano, e diversas obras plásticas de artistas galeg@s sob a legenda “Ernesto Guevara Che. Um soldado da América”.

O acto, realizado 22 de Outubro na Galeria Sargadelos, foi apresentado polo jornalista Gustavo Luca de Tena e contou com as intervençons do professor Hermínio Barreiro e de Alejandro Fuentes, Cônsul de Cuba na Galiza. Polo seu interesse, reproduzimos integralmente a sua intervençom, num acto que contou com a participaçom de umha delegaçom da esquerda independentista.

Também na capital da Galiza, neste caso no Centro Social Henriqueta Outeiro, decorrem ao longo da semana umha série de iniciativas de homenagem ao Guerrilheiro Heróico. Terça 23 e quinta 25 serám projectados dous documentários sobre a sua vida, e sábado 27 terá lugar o “Primeiro jantar revolucionário” para homenagear o Che. Para poder asssitir a este evento que contará na sobremesa com a actuaçom do Xosé Constenla, e conhecer mais detalhes destas iniciativas, pode consultar-se o blogue do centro social da esquerda independentista e socialista. 

Eis a intervençom de Alejandro Fuentes, cônsul da República de Cuba na Galiza, na inauguraçom da exposiçom dedicada ao Che na capital da Galiza.

Recordando o Che Guevara

Em Outubro de 1967, um acontecimento impactou o mundo: a guerrilha que dirigia o Che na Bolívia tinha sido cercada polo exército boliviano; produziu-se o enfrentamento directo e o Che, após cair prisioneiro no dia 8, foi assassinado no dia 9.

O Che era um revolucionário cabal, que dedicou toda a sua vida a levar à prática as suas convicçons. Por isso o vemos na Guatemala, em Cuba, no Congo e na Bolívia. Aos seus conhecimentos e comportamento como homem de acçom, unia um profundo saber teórico do pensamento socialista, que tinha iniciado a estudar desde muito novo. Há que reiterar que o Che era um homem de pensamento crítico e rebelde, que soubo advertir os problemas e contradiçons do sistema económico socialista da URSS e de outros países que tinham escolhido este caminho. E assinalou que, se nom se rectificam a tempo, as deformaçons das sociedades socialistas conduziriam para umha involuçom do sistema de impredizíveis conseqüências para a humanidade. E a história, como todos sabemos, deu-lhe a razom.

Para o Che, a revoluçom é a libertadora da capacidade individual do homem. Nela e dela deve surgir o homem novo, exemplo na construçom da nova sociedade, esse revolucionário verdadeiro guiado por grandes sentimentos de amor.

Insistia na necessidade de desenvolver a luita revolucionária nas naçons oprimidas polo imperialismo. O seu espírito internacionalista é um dos maiores contributos para o pensamento revolucionário contemporáneo. Tal como Martí, sentia como próprios os abusos e a exploraçom que se cometiam contra outras pessoas e contra outros povos e via na luita a forma de acabar con eles e lograr que as pessoas fossem verdadeiramente livres e melhores. E tal como em José Martí, o qual recomendava estudar e conhecer profundamente, na concepçom do Che, o anti-imperialismo era algo essencial. E é que por serem os nossos países verdadeiros países coloniais, semicoloniais ou dependentes, a emancipaçom social e a libertaçom nacional, a libertaçom dos povos do imperialismo, eram e som condiçons essenciais para atingir o desenvolvimento.

Entre as características do Che, achamos a disposiçom imediata para cumprir as missons mais perigosas, o altruísmo, o desinteresse pesoal, a disposiçom a fazer sempre o mais difícil. Fidel tem reiterado: o Che era um insuperável soldado, um insuperável chefe; do ponto de vista militar, era extraordinariamente corajoso, extraordinariamente agressivo.

Era também um trabalhador infatigável, de extraordinária sensibilidade humana, capaz e responsável e exemplo de virtudes revolucionárias.

Sempre querido e admirado, a figura do Che chega ao presente carregada de significados e de ideias. Cada geraçom, encontra no seu legado motivo de inspiraçom e de reflexom. Nom devemos vê-lo como algo inanimado, como umha foto ou simplesmente um símbolo para lembrarmos. É imprescindível tomarmos o Che, as suas ideias e os seus princípios, e estudá-las, debatermos sobre elas, analisarmos como se reflectem no mundo de hoje e reivindicarmos a sua existência. Nom circunscrever o Che só ao combatente, ao guerrilheiro ou ao estratega militar, técnica utilizada por aqueles que pretendem desvirtuar as suas ideias e a sua condiçom universal.

Devemos recordar que na obra do Che fica exprimida a sua convicçom de umha necessária, profunda e urgente transformaçom revolucionária da América Latina e de outras partes do mundo, mediante a conjunçom das forças morais, materiais e humanas que permitam sair do atraso económico e científico-técnico de séculos, que separa cada vez mais o desenvolvimento destes povos do mundo industrializado, e em especial de Estados Unidos.

Ao se referir à luita pola libertaçom dos povos, no seu Diário da Bolívia deixou plasmado que “Este tipo de luita dá-nos a oportunidade de nos convertermos em revolucionários, o degrau mais elevado da espécie humana”.

A 15 de Junho de 2006, no acto homenagem polo natalício de Maceo e do Che, Fidel expressou:

“SE QUIGESSE BUSCAR UMHA PALAVRA QUE FOSSE SINÓNIMO DE AUSTERIDADE, INTEGRIDADE, ESPÍRITO DE SACRIFÍCIO E ÉTICA, ESSA PALAVRA SERIA CHE”. E agregou que o exemplo do Che deve ser o modelo ideal para todos os cubanos.

Passárom 40 anos. Com o assassinato do Che, o imperialismo tratou de apagar da face da terra o seu pensamento revolucionário. Pensavam que, com a sua desapariçom física, desapareceriam as suas ideias. Mas a sua figura e o seu pensamento tenhem-se agigantado e mantenhem-se vitais em todos os lugares do planeta onde se luite contra as injustiças e as suas bandeiras tenhem sido hasteadas por milhons de homens e mulheres do planeta.

Ao lhe rendermos homenagem hoje, sentimo-lo presente. Porque o Che continua entre nós, continua a sementar, continua a ser exemplo … VIVENDO, SEMPRE VIVENDO.

GLÓRIA ETERNA A ERNESTO CHE GUEVARA!

Alejandro Fuentes, Cônsul de Cuba na Galiza

Compostela, 22 de Outubro de 2007

 

 

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