Ministros do Trabalho da UE aprovam o maior retrocesso em direitos laborais das últimas décadas

10 de Junho de 2008

Nengum governo da Uniom Europeia votou contra o alargamento da duraçom da semana laboral, que poderá atingir 65 horas, e o ministro británico, John Hutton, até o reivindicou porque "permite às pessoas ser livres para ganhar dinheiro no tempo extra".

Abstivérom-se os estados espanhol e belga, Chipre, Grécia e Hungria, enquanto o comissário europeu para o Emprego, Vladimir Spidla, afirmava que “este é um grande passo em frente para os trabalhadores europeus e reforça o diálogo social. Mostra, mais umha vez, que a flexigurança pode ser posta em prática”.

A novidade desta legislaçom é a legalizaçom dos abusos que os empresários já venhem praticando há tempo: agora já pode assinar-se como termo contratural o submetimento dos trabalhadores e trabalhadoras a condiçons objectivamente draconianas, dificultando as denúncias polo esclavagismo encoberto que o capital vem praticando contra o trabalho.

A potência económica europeia caminha assim em direcçom às normas sociolaborais norte-americanas, tal como fijo antecipadamente Gram Bretanha anteriormente, na confiança de poder aumentar assim a taxa de lucro e deixar atrás a crise sistémica. A segunda parte da estratégia do capitalismo ianque, também aplicada pola Gram Bretanha desde Tatcher, é o enfraquecimento das forças sindicais, progressivamente cooptadas e desactivadas polo poder, que também vem sendo ensaiada no espaço europeu.

De que a nossa classe consiga fazer frente às reaccionárias medidas da classe dominante europeia dependerá que o futuro poda levar-nos a disputar a hegemonia de classe aos capitalistas ou trazer novas medidas que dissolvam qualquer resistência popular e santifique a ditadura do capitalismo planetário.

 

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