Indulto político-judicial a quatro polícias que seqüestrárom e espancárom um imigrante em Vigo

18 de Janeiro de 2008

Incrível, mas certo: o Supremo Tribunal espanhol confirmou a medida 'de graça' do Conselho de Ministros presidido por Zapatero, que aprovou o indulto para quatro criminosos policiais que seqüestrárom e agredírom em 1999 um cidadao senegalês nas ruas de Vigo.

O grave delito que provocou a condena dos quatro polícias locais de Vigo consistiu, segundo sentenciou a Audiência Provincial de Ponte Vedra em Março de 1997, na detençom arbitrária de um jovem imigrante senegalês na praia de Samil, sendo transferido para um monte próximo da zona universitária viguesa, onde foi espancado e vexado.

Condena judicial e indulto político

O organismo judicial ponte-vedrês condenou três dos polícias a três anos de prisom e o quarto a quatro anos de prisom. Além disso, os quatros deviam perder a condiçom de agentes policiais. Em 2005, o Governo espanhol do PSOE indultou os quatro polícias, dando continuidade a um feio hábito dos sucessivos governos espanhóis autoconsiderados 'democráticos': garantir a impunidade dos seus agentes policiais, inclusive quando som acusados de penas relacionadas com as torturas, os seqüestros e os vexames a pessoas detidas.

Autoridade judicial apoia o governo: maltratadores impunes

Apesar do recurso de cassaçom da defesa contra a decisom do Conselho espanhol de Ministros, o Supremo Tribunal acabou de dar as bênçons à violenta impunidade policial: os quatro som indultados e a "inabilitaçom para emprego ou cargo público" é substituída por umha simples "suspensom", que possibilita a sua volta aos postos de maltratadores públicos.

Estamos perante mais um exemplo das gravíssimas carências do Estado espanhol em matéria de garantia para os direitos fundamentais de todas as pessoas, nomeadamente as que ocupam posiçons de maior desprotecçom social, como é o caso da populaçom imigrante.

 

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