Compostela: Debate sobre o socialismo do século XXI reafirmou vigência dos princípios revolucionários marxistas

13 de Abril de 2008

As décimas segundas Jornadas Independentistas Galegas organizadas polo nosso partido no passado sábado em Compostela decorrêrom ao longo de todo dia, com um intervalo para comer, e com debates intensos e de elevado nível teórico.

A companheira cubana e os companheiros argentino, dominicano e basco abordárom a análise do projecto revolucionário socialista neste novo século, reafirmando a vigência dos princípios fundacionais marxistas e do pensamento dos principais vultos da história do movimento operário internacional.

Sessom da manhá: Cuba e República Dominicana

As Jornadas Independentistas Galegas, que progressivamente tenhem incorporado ao longo destes 12 anos experiências e testemunhos dos mais diversos povos do planeta, tivo nesta ocasiom a América Latina como centro do debate, tendo em conta o papel de vanguarda que diferentes movimentos desse continente desempenham na luita internacional pola revoluçom socialista.

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Elena Martínez (Cuba), Carlos Morais (Galiza) e Narciso Isa Conde (Rep. Dominicana)

As Jornadas começárom com umha saudaçom de homenagem a dous revolucionários: o veterano camarada comunista português Francisco Martins Rodrigues, velho amigo do nosso partido e da causa da liberdade na Galiza, participante em três ediçons anteriores das Jornadas Independentistas Galegas, que atravessa um momento difícil luitando contra umha grave doença; e o comandante colombiano Raúl Reyes, heróico luitador revolucionário recentemente assassinado polo exército oligárquico por ordem do fascista Uribe. Ambos luitadores fôrom ovacionados polo numeroso público presente na sala.

A seguir, a companheira Elena Martínez Canals, do Partido Comunista de Cuba, apresentou a situaçom do seu país e o contributo da experiência cubana à causa anti-imperialista e à revoluçom internacional, com a heróica resistência durante durante décadas, nomeadamente os piores anos de reacçom a seguir à queda do Muro de Berlin.

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Vista parcial da sessom da manhá

O veterano dirigente comunista dominicano Narciso Isa Conde fijo umha exposiçom de grande profundidade teórica sobre a crise do socialismo 'irreal' derrotado em fins do século passado e sobre a vaga de revolta popular que se estende polo continente americano, vincando a necessidade de dar forma orgánica e internacional ao movimento anti-imperialista, situando o objectivo revolucionário socialista no horizonte continental.

O camarada dominicano expujo também a experiência da Coordenadora Continental Bolivariana (CCB) como exemplo de construçom de um espaço internacional para a confluência e a coordenaçom das luitas.

À sessom da manhá assistiu Miriam Arestuche, em representaçom do consulado de Cuba na Galiza, desculpando a ausência do cônsul, por doença. Também contamos com a presença do cônsul da República Bolivariana da Venezuela na Galiza, Pedro Ugueto Rosario.

Sessom da tarde: Argentina e Euskal Herria

Nestor Kohan, professor universitário e activista da esquerda revolucionária argentina, apresentou umha comunicaçom que começou por gizar a história e os traços actuais do neoliberalismo capitalista. A seguir, insistiu na vital importáncia do debate teórico nom apenas em torno da imprescindível tomada do poder polo movimento popular, mas sobre a construçom desse novo poder, descartando teorias pós-modernas como as defendidas por teóricos como Toni Negri ou John Holloway.

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Vista parcial da sessom da tarde

Iñaki Gil de San Vicente fijo umha pormenorizada exposiçom sobre a situaçom global do capitalismo, sobre a profundidade da crise que enfrenta e as perspectivas para os países dependentes do centro capitalista como pontas de lança do movimento revolucionário no continente europeu, a partir da perspectiva da luita basca pola independência e o socialismo.

No fim das intervençons da manhá e da tarde, houvo intervençons do público, com participaçom de companheiras e companheiros adscritos a diferentes correntes da nossa esquerda nacional.

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Néstor Kohan (Argentina)

Balanço positivo de um debate imprescindível

Quanto ao nosso partido, como organizador do evento, achamos ter cumprido razoavelmente os objectivos marcados com a proposta de um debate necessário no seio da esquerda soberanista galega. Contodo, o debate aberto, dialéctico e antidogmático deve fazer parte da acçom quotidiana de qualquer colectivo ou organizaçom de esquerda e, nesse senso, as Jornadas Independentistas Galegas representam um contributo para a formaçom política e ideológica do nosso movimento pola independência nacional e o socialismo, com umha perspectiva superadora do patriarcado.

Todo o anterior tem maior mérito se tivermos em conta o bloqueio informativo a que as iniciativas do nosso partido costumam ser submetidas por parte dos meios do sistema e até de alguns alegadamente 'alternativos', presos de um inocultável sectarismo. O esforço militante para contarmos cada ano com os melhores e as melhores pensadoras marxistas actuais e a boa resposta da base social independentista e de esquerda garantem a continuidade deste já tradicional evento anual promovido pola militáncia comunista galega.

Para além das fotografias que che mostramos aqui, clicando nas imagens podes aceder a umha galeria mais ampla de imagens com alta resoluçom que resume de maneira mais completa a jornada de debate em Compostela.

Nom queremos concluir esta pequena crónica sem agradecer a assistência de militantes, simpatizantes, amigos e amigas do nosso partido.

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Vista parcial da sessom da tarde

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