Crónica fotográfica das XI Jornadas Independentistas Galegas

17 de Junho de 2007

Umhas oitenta pessoas na sessom da manhá, e mais de cem na sessom da tarde, assistírom ao acto central das actividades que o nosso partido, Primeira Linha, dedica ao Che neste quadragésimo aniversário da sua morte. O evento constituiu, além do mais, a XI ediçom das nossas Jornadas Independentistas Galegas, e contou com a presença de importantes personalidades, teóricos marxistas e representantes da solidariedade com a Revoluçom Cubana, além da presença de cubanos e cubanas entre o público, que contribuírom para enriquecer os debates sobre o revolucionário latino-americano.

Na sessom da manhá, apresentada polo camarada Carlos Morais, secretário geral de Primeira Linha, Maurício Castro, membro da Direcçom de NÓS-Unidade Popular, falou dos que considerou contributos fundamentais do legado do Che para a esquerda anticapitalista hoje, reivindicando o seu legado como parte do património ideológico da esquerda independentista galega.

A seguir, Moncho Leal dedicou um emocionante discurso de homenagem ao Che, com referências à obra do guerrilheiro heróico e à sobrevivência hoje do seu pensamento e a sua acçom na Cuba revolucionária.

Camilo Nogueira fijo referência à sua assunçom do objectivo final de umha sociedade sem classes, como o Che, e à necessidade de partir da realidade actual e agir na mesma para caminhar nessa direcçom, transformando os organismos institucionais capitalistas de maneira progressiva.

Lois Peres Leira, que negou qualquer influência do Che nas correntes de esquerda nacional existentes na Galiza nas últimas décadas, relatou a influência que, em sentido contrário, sim levárom numerosos galegos e galegas que participárom em processos revolucionários na América Latina, muitos deles morrendo pola causa revolucionária.

Carlos Portomenhe, secretário-geral do PCG, sublinhou a influência da tradiçom da esquerda espanhola na formaçom ideológica e vital do Che, reivindicando as ideias do socialismo como plenamente vigentes, ainda reconhecendo renúncias no passado do seu partido.

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Vista parcial da sala Domingos A. G. Fernandes, filósofo marxista galego Alejandro Fuentes, Cônsul da República de Cuba na Galiza
Camilo Nogueira, dirigente histórico do nacionalismo galego
Maurício Castro, de NÓS-Unidade Popular
Moncho Leal, da Associaçom Francisco Vilhamil de Amizade Galiza-Cuba
Michael Löwy, destacado teórico marxista brasileiro Ana Barradas, comunista e feminista portuguesa da Política Operária Justo de la Cueva, militante comunista da esquerda abertzale basca
Lois Peres Leira, da Unidade da Esquerda Galega Carlos Portomenhe, secretário geral do PCG Mesa de material do nosso partido na sala de conferências
 
Vista geral da mesa da manhá

Já na sessom da tarde, foi projectado um vídeo em homenagem ao Che, aplaudido polo numeroso público que enchegou a sala de conferências do Hotel Gelmirez da capital galega.

A militante revolucionária portuguesa Ana Barradas apresentou na sua intervençom umha visom diferente da habitual, em torno de Ernesto Guevara de la Serna. Apontando alguns indícios, deixou no ar alguns interrogantes sobre o grau de identificaçom do Che com a orientaçom política da vitoriosa Revoluçom Cubana, manifestando a sua certeza de que, em qualquer caso, ele tinha a convicçom dedicar a sua vida ao avanço da revoluçom mundial, num ambiente de optimismo como o que imbuíam na época triunfos anti-imperialistas como o vietnamita ou o cubano.

Justo de la Cueva começou por lembrar aos presentes a solidariedade de NÓS-UP com a esquerda abertzale nas eleiçons europeias de 2003, o que permitiu a contagem de votos nulos e contribuiu para avanços posteriores como o verificado nas últimas eleiçons municipais. Após algumhas referências à realidade basca e à influência guevarista na luita do MLNB, reivindicou o carácter revolucionário anti-estalinista das ideias e a prática do Che.

Domingos A. Garcia Fernandes abordou a figura do Che do ponto de vista filosófico, realçando o seu carácter criativo e confrontado ao autoritarismo do modelo soviético.

Alejandro Fuentes, cônsul de Cuba na Galiza, falou da importáncia de Guevara no processo revolucionário em Cuba e do seu papel ainda hoje como referente ético e modelo do homem novo que o próprio Che formulou.

Michael Löwy, especialista na figura e o pensamento de Guevara, dedicou a sua intervençom a traçar aspectos teóricos do pensamento do Che, definindo-o como "pensamento em movimento" e nom estático, e mostrando como ao longo da vida foi mudando em direcçom progressiva. Löwy comentou também as chamadas "Notas de Praga", escritas polo Che na sua etapa de maior maturidade teórica e recentemente publicadas em Cuba, nas quais mostra o alcance do seu distanciamento das visons escolásticas do marxismo soviético.

Os debates da manhá e a tarde dérom oportunidade de contrastar opinions e visons sobre o Che, participando pessoas do público, incluindo nom só galegos e galegas, mas também alguns companheiros e companheiras cubanas, caboverdeanas e de outras nacionalidades presentes na sala.

Nom fica mais que convidar as pessoas assistentes e todas as que agora ledes esta crónica a assistirdes também à próxima ediçom das XI Jornadas Independentistas Galegas, únicas deste tipo realizadas na Galiza de maneira ininterrupta nos já últimos onze anos.

 

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