"Valedor do Povo" estreia-se atacando os direitos d@s galegofalantes

1 de Agosto de 2007

O novo "Valedor do Povo", eleito por consenso das três forças parlamentares da Comunidade Autónoma da Galiza, demorou pouco a mostrar a sua posiçom antigalega. Além da sua incompetência no uso do idioma do País, Benigno López, ex-magistrado do Tribunal Superior de Justiça da Galiza, só vê "perigos" na possibilidade de que o ámbito judicial galego poda adoptar o galego como idioma próprio.

Em concreto, numha entrevista concedida ao jornal corunhês La opinión, Benigno López chega a afirmar que o uso do galego na administraçom de justiça "pode resultar, de certo modo, perigoso". O "perigo" estaria, segundo novo "Valedor", na falta de correspondência suficiente entre galego e espanhol, o que originaria problemas semánticos, referindo como exemplo a diferença entre os termos "honra" e "honor".

Sem dar tempo a que a leitora ou leitor se recupere do shock, López insiste em que "pretender que um juiz submeta umha sentença ditada em castelhano à traduçom de um gabinete é, igualmente, perigoso". Neste caso, os perigos partem, segundo o novo e consensual "Valedor", na traduçom do "espírito" da sentença, difícil para "terceiras pessoas", nomeadamente se pretendem fazê-lo em galego.

Também no ámbito do ensino, Benigno López detecta problemas derivados da possibilidade de que o galego ocupe um lugar nom já como idioma veicular, mas como simples matéria avaliável. O ex-magistrado acha que nom pode exigir-se umha competência similar à exigida em Matemática, História ou Literatura, pois isso provocaria "animadversom" e "ódio".

NÓS-UP e CIG pedem demissom

NÓS-Unidade Popular lembrou num comunicado que a responsabilidade pola eleiçom de Benigno López corresponde às três forças parlamentares, PSOE, BNG e PP, sendo umha boa mostra do continuísmo do actual governo bipartido. A formaçom independentista e socialista afirma que Benigno López representa "nula disponibilidade da administraçom de justiça para se adaptar, nem que seja minimamente, à realidade lingüística galega". Daí que pida a imediata destituiçom do novo "Valedor" e umha "progressiva depuraçom" da judicatura em exercício na Galiza.

Também CIG-Ensino pediu a demissom de Benigno López polas suas declaraçons contra o galego, enquanto a Mesa se limitou a pedir umha rectificaçom.

 

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