Também na Galiza: a 'democrática' Espanha, à caça d@ separatista

28 de Março de 2008

Num país democrático, o conhecimento de que um corpo policial-militar realiza cursos de formaçom para que os seus integrantes saibam localizar e identificar 'separatistas' a partir de símbolos gráficos colados nos automóveis, a elaboraçom de 'listas negras' de entidades legais e de pessoas individuais das quais nom há constáncia de que tenham incorrido em delito nengum; num país democrático, repetimos, seria motivo de umha investigaçom a fundo e de um apuramento de responsabilidades políticas.

Porque, num país democrático, estaria em jogo a credibilidade das instituiçons democráticas, se exisitissem provas de que se dedicavam a perseguir sem motivo pessoas só polas supostas orientaçons ideológicas derivadas do uso de determinados autocolantes.

Nom é o caso

Mas nom é o caso. Repare-se: todo isso, que acabou de ficar ao léu no nosso país, na Galiza, graças às informaçons que o Movimento polos Direitos Civis (MpDC) fijo públicas, nom tivo o mais mínimo efeito nem nos grandes media, nem nos parlamentos, nem nas tertúlias de sisudos opinadores do reino.

O motivo? a podrémia do sistema de liberdades formais é tal, que as evidências sobre o intenso controlo social existente nom provocam nem gestos de aparente respeito às 'regras do jogo', que ditariam umha exigência de garantia para direitos fundamentais como a liberdade ideológica, política e de expressom.

Em lugar disso, a medonha Guarda Civil dedica-se ao que, por outra parte, sempre se dedicou: a perseguiçom, por qualquer meio, de todo aquilo que o regime considerar 'potencialmente perigoso' para os interesses do núcleo duro do sistema, do poder monárquico, capitalista e espanhol, sem que praticamente ninguém a incomode com discursos defensores dos direitos ditos 'constitucionais'.

A pedagogia da repressom

Se alguém nom sabia disto, fique por fim todo o mundo a saber que classe de sistema 'democrático' espanhol habitamos e que infames práticas caracterizam a repressiva Guarda Civil. Se assim for, o conhecimento de todo isso terá servido para mais algo do que sabermos como trabalham para tentar afogar qualquer resposta social ao estado das cousas actual.

Terá servido também para criar consciência sobre os verdadeiros traços definitórios do actual sistema, nascido da evoluçom 'natural' do franquismo à morte do ditador... e sobre a necessidade de o superarmos.

 

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Umha das folhas do informe da Guarda Civil difundido polo MpDC