UPG entrega A Nosa Terra à grande burguesia "autóctone"

"A Nosa Terra nom é nossa, rapazes"

22 de Julho de 2007

A degeneraçom do cabeçalho jornalístico histórico do nacionalismo galego, A Nosa Terra, vinha produzindo-se há anos, ao mesmo ritmo que a da sua matriz ideológico-política. Agora, o semanário posto em andamento em 1977 com posiçons autodeterministas, anti-sistema e de ruptura democrática, é entregado ao capital "autóctone" porque, em palavras do seu director, Alfonso Eiré, "[O Grupo] San José leva 18 anos apoiando ANT, e eu, que conheço Jacinto Rey desde há muito tempo, estou convencido de que existe umha sintonia, consistente na defesa dos sectores produtivos do País". (sic)

Com efeito, a "sintonia" entre a UPG e o empresariado "autóctone" é cada vez maior, plasmando-se no apoio do partido ainda nominalmente "comunista" a projectos como o do Grupo Tojeiro (Reganosa) ou à privatizaçom de estaleiros e a sua entrega a Barreras ("privatizaçom fiável", em palavras do secretário-geral, Francisco Rodrigues).

A extensom da mesma lógica, disfarçada de "visom de país", ao ámbito da comunicaçom fica agora certificada com a entrada do Grupo San José (considerada a 3ª grande empresa da Galiza) e de novos conselheiros tam "comprometidos com o país" como Vitorino Nuñez, ex-presidente do Parlamento autonómico polo Partido Popular de Ourense, ou o ex-deputado do PSOE Miguel Barros na presidência do seu Conselho de Administraçom.

A operaçom de venda do semanário ligado à UPG ao grande capital galego ascende ao valor de 1 milhom de euros.

 

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