Carga policial contra 150 corunheses e corunhesas que contestárom concentraçom de 50 ultras pró-espanhol

8 de Fevereiro de 2008

Para as 20 horas de hoje estava convocada umha concentraçom da autodenominada "Mesa por la libertad lingüística", organizaçom da extrema-direita ligada ao PP que pretende evitar qualquer avanço do galego no ensino oficial. A resposta espontánea do povo corunhês foi clara: os 50 ultras pró-espanhol tivérom em frente o triplo de manifestantes em defesa do nosso idioma, que fôrom, como é costumeiro, violentamente espancados pola polícia espanhola.

A concentraçom facha estava convocada no Obelisco da Corunha, e a ela assistírom conhecidos membros de Nuevas Generaciones, elementos da burguesia corunhesa e alguns militantes conhecidos de grupos fascistas da cidade. A média de idade era bastante elevada. Os inimigos do galego seguravam umha faixa com a legenda "contra la imposición lingüística", junto a um grande laço com as cores da bandeira monárquica espanhola.

Desde o primeiro momento, em frente da concentraçom antigalega fôrom-se juntando pessoas de sectores populares diversos, autoconvocadas por telemóvel e em foros da Internet de maneira espontánea, incluindo a esquerda independentista, sindicalistas, estudantes, membros dos centros sociais corunheses, etc. Foi despregada umha faixa com umha legenda simples e eloqüente: 'Na Galiza em Galego'.

Mais umha vez, violência policial

As corunhesas e corunheses defensoras do nosso idioma coreárom cánticos como "A imposiçom é do espanhol" e "Espanhol quem nom pular". Aos 10 minutos, e sem mediar qualquer incidente, o cordom policial interposto iniciou umha violenta carga com cacetes contra a concentraçom pró-galego, enquanto a "gente guapa" concentrada em frente aplaudia, ria e berrava "libertad!"

No mínimo, meia dúzia de pessoas ficárom com fortes contussons resultado da contundência da actuaçom policial, que mais umha vez esclareceu de que lado é que está a suja legalidade espanhola que a Galiza padece.

Se o objectivo era dispersar as pessoas que 'estragavam a foto' dos renegados, nom foi conseguido. As pessoas atacadas agüentárom a posiçom, reagrupárom-se, desfraldárom novamente a faixa e continuárom a cantar, acompanhadas por música de gaitas e percussom tradicional, e com pessoas a dançar perante a polícia espanhola.

Algumhas pessoas que passeavam polo lugar aderírom à concentraçom galega, que só concluiu umha hora depois, quando os pró-espanhol decidírom ir embora.

Os meios do sistema, no seu papel: mentiras a dar c'um pau

Quem esperar imparcialidade dos media do sistema, é ingénuo ou ingénua de mais. As primeiras informaçons publicadas polo El Correo Gallego dá umha versom inventada que fala de 200 manifestantes "por la libertad lingüística" e de "otro centenar" em defesa do galego.

O jornal reaccionário justifica a violência policial "que mantuviese separados a los manifestantes de una y otra tendencia" (sic), falsidade mais do que evidente.

Em definitivo, a jornada de hoje serviu para devolver à rua algumha tensom normalizadora real, fazendo frente aos que querem liquidar de vez a nossa comunidade lingüística. Até quando teremos que aturar que a extrema-direita espanhola se manifeste nas nossas ruas reclamando que o nosso idioma continue caladinho, condenado à morte doce em braços do espanhol?

Os corunheses e corunhesas que se concentrárom em defesa da língua e resistírom à violência policial merecem hoje os nossos mais entusiastas parabéns.

Mais fotos no web de BRIGA.

 

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