Petras afirma em Compostela que os EUA som hoje mais fracos do que em 2001

25 de Outubro de 2007

O professor norte-americano James Petras afirmou ontem em Compostela que a partir de 2001 o imperialismo ianque impujo umha nova doutrina apoiada na guerra permanente e preventiva contra os povos do mundo com o apoio da UE. Mas esta guerra global contra o “terrorismo” iniciada em 2001 pola Administraçom Bush tem enfraquecido os recursos económicos dos EUA.

O incremento do preço do petróleo, o “esgotamento e desmoralizaçom do exército”, a debilidade do dólar, o elevado défice orçamental e a “incapacidade” para acometer umha nova intervençom militar simultánea às que actualmente realiza no Iraque e no Afeganistám, ou as enormes carências de meios para fazer frente aos fogos que arrassam a Califórnia, som conseqüência desta doutrina imperialista e militarista.

Para Petras, os EUA padecem um “declínio económico acelerado” provocado polos imprescindíveis investimentos militares que os “interesses sionistas determinam no Médio Oriente”.

Segundo o intelectual de esquerda, a política exterior de Washington nesta área do planeta está determinada polo poderoso lobby sionista em convergência com os grupos fundamentalistas cristaos. Esta confluência de poderes logra instrumentalizar “clientes locais” como Abbas na Palestina, os curdos do norte do Iraque, os cristaos no Líbano, as elites dos países árabes e, empregando “polícias” repressores contra as correntes nacionalistas, de esquerda e anti-imperialistas dos seus povos, mediante “alianças precárias” com os governos da Turquia, Arábia Saudita, Jordánia e Egipto, assegura por enquanto a actual hegemonia norte-americana na área.

Petras acrescentou na sua conferência em Compostela que o poder do sionismo no Congresso norte-americano é imenso, ao ponto de “controlar” a Cámara, forçando a adoptar decisons muitas vezes contrárias aos interesses dos EUA, mas nom de Israel, que definiu como um “imperialismo teócrático e mesiánico que nom só aspira ao controlo de recursos e de mao de obra barata, como também à ocupaçom de novos territórios”.

Na sua opiniom, a actual situaçom dos Estados Unidos no Iraque é um “autêntico paiol ”, sobretodo se um dos seus principais aliados regionais, a Turquia, decide unilateralmente atacar o PKK no norte do Iraque contrariando os EUA. Hoje o Curdistám iraquiano é a única parte estável do Iraque, imprescindível para evitar umha desfeita dos interesses imperialistas, e os curdos sob administraçom iraquiana tenhem sido os melhores aliados estratégicos para a ocupaçom do Iraque.

Perante o panorama tam sombrio para os EUA e os seus aliados ocidentais, a “cúmplice Uniom Europeia”, e frente à pressom do lobby sionista para atacar o Irám, segundo Petras, Washington tem duas opçons. Ou bem umha retirada ordenada do Iraque, reconhecendo que perdeu a guerra para reconstruir o império, ou bem iniciar umha nova escalada militar lançando-se a aventura militar de atacar o Irám para assim coesionar o povo norte-americano mediante umha “unidade nacional”.

Ambas possibilidades som más para garantir a hegemonia militar dos EUA no Oriente Médio. Para Petras, o futuro imediato vai ser duro e difícil. A intervençom do professor Petras finalizou com um “Viva Galiza livre” entre os aplausos das duas centenas de pessoas que enchiam a sala.

 

 

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