Qualificam de 'farsa' a comissom parlamentar de inquérito sobre a Cidade da Cultura

21 de Novembro de 2007  

Coincidindo com a comparência do Presidente da Junta da Galiza, Emílio Perez Tourinho, na Comissom de inquérito da Cidade da Cultura, membros da Plataforma cultura sim, mausoleu nom concentrarom-se diante da entrada principal do Parlamento autonómico.

Dúzias de pessoas com as máscaras de Fraga, Tourinho, Quintana, Feijó, Pérez Varela, Ángela Bugalho e José Sanches Bugalho despregrárom umha faixa a solicitar a suspensom do projecto actual, a depuraçom de responsabilidades penais e políticas, e o aproveitamento das obras para instalaçons administrativas e sociais.

Xan Carlos Rodríguez Ansia manifestou numha conferência de imprensa realizada à beira do Hórreo as razons deste protesto, solicitando umha vez mais a imediata paralisaçom das obras do Gaiás, e denunciando a ausência de vontade política para depurar responsabilidades.

Esbanjamento 'próprio de um velho ditador'

Posteriormente outro dos co-portavozes da iniciativa popular, Anjo Paz Amenedo, deu leitura a um comunicado no que qualifica a Cidade da Cultura como um “esbanjamento próprio de um velho ditador”, mas também “um poço sem fundo onde malgastar o dinheiro público extraido do esforço das classes populares e trabalhadoras. Dinheiro jugoso para os interesses de empresários, construtores e intermediários, amigos a fim de contas dos políticos de turno, sem distinçom das siglas que hoje tenhem representaçom no parlamento do Hórreo”.

Um momento da leitura do comunicado, diante da sede parlamentar , a cargo de Anjo Paz

Perante umha enorme quantidade de meios de comunicaçom, Anjo Paz manifestou que “é triste comprovar que os novos inquilinos temporáis de Sam Caetano seguem caindo nos mesmos erros do fraguismo, perpetuando um projecto afastado totalmente das aspiraçons de povo trabalhador galego” pois falam dos erros cometidos polos anteriores responsavéis “sem atrever-se areconhecer o maior dos erros: seguir com um projecto absurdo sem conexom com as realidades culturais, economicas e sociais da Galiza”.

A plataforma cidadá foi novamente muito clara à hora de manifestar a sua oposiçom ao projecto em curso denunciando que a Junta quer transformar um mausoléu em honor dum ex-presidente “num novo chiringuito turístico onde seguir esbanjando os cartos de tod@s para maior glória de políticos sedentos de inauguraçons e intelectuais abonados a viver dos suculentos subsídios e privilégios do poder político e económico”.

Pacto de impunidade entre PP-PSOE-BNG

Finalmente manifestou que a Comissom de investigaçom que desde há semanas se vem realizando no Parlamento Autonómico “é umha farsa, é um engano ao conjunto d@s habitantes deste País, pois nom pretende, nom tem intençom de chegar ao fundo da questom pois tanto o PSOE como o BNG tenhem pactuado com o PP nom depurar responsabilidades penais e políticas”, pois o lógico seria que “se aprovase umha auditoria e em funçom dos resultados adoptar as decisons oportunas. Mas longe de isso, mais alá do show institucional, uns tapam outros”.

A Plataforma cultura sim, mausoléu voltou a destacar e denunciar a desproporcionalidade desta obra frente a realidade cultural galega, e considera que muitos dos edifícios podem “ser aproveitados para necessidades reais em dotaçons administrativas e sociais das que carece Galiza”.

Eis a notícia tal como foi emitida pola TVG às 14h30 de hoje:

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