O bipartido, como o PP: Quintana privatiza e coloca amigos

19 de Outubro de 2007

A secçom da CIG na Administraçom autonómica continua a difundir e denunciar o tipo de práticas neoliberais e nepóticas da Conselharia da Igualdade e do Bem-Estar da Junta da Galiza, onde o líder do BNG, Anxo Quintana, dá mostras do modelo social que promove essa força política e do que entende por "fazer país".

Em concreto, a CIG informa de como Quintana privatiza a selecçom do pessoal contratado para as Galescolas e para os centros da terceira idade. A conselharia que dirige o porta-voz do Bloque pagará 240.000 euros públicos a umha empresa privada para que trate da selecçom dos trabalhadores e trabalhadoras de ambos serviços públicos, segundo aparece já recolhido no DOG.

Nom som os únicos casos. Também a gerência das adopçons de crianças fica em maos de umha firma privada que cobrará 170.000 euros públicos por um trabalho que poderia realizar directamente a Administraçom pública. Um trabalho privatizado por via de urgência que a secçom da CIG na Admnistraçom autonómica qualifica de "escandaloso", ao ter como objectivo evitar que a selecçom de pessoal poda ser feita de maneira transparente e imparcial por júris independentes que impidam as práticas de nepotismo habituais na Junta.

Com efeito, tal e como a CIG afirma, Quintana pode assim atribuir vagas "aos seus amigos", enquanto os mais de 500 funcionários e funcionárias públicas adscritas à Vice-Presidência e os mais de 20 assessores e assessoras do vice-presidente som deixados de parte e o dinheiro que poderia ser investido em serviços sociais e em bem-estar da maioria é desviado em operaçons privatizadoras como as apontadas.

O bipartido continua a dar mostras de até que ponto as expectativas de mudança na forma de gerir os assuntos públicos se vírom frustradas. A forma de administrar a Galiza autonómica continua na mesma que nas anteriores legislaturas, quando o PP instaurou um modelo que o PSOE e o BNG mantenhem intacto: neoliberalismo, privatizaçons e cunhas para tentar controlar o pessoal adscrito à Administraçom com critérios partidistas e de lucro pessoal.

 

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