Chávez reclama alerta perante possível plano desestabilizador do imperialismo

30 de Novembro de 2007

A proximidade do referendo que decorre domingo na Venezuela e as manobras da oposiçom oligárquica para tombar as reformas progressivas na Constituiçom propostas polo governo bolivariano fai com que o presidente, Hugo Chávez, alerte contra possíveis tentativas desestabilizadoras instigadas polo imperialismo ianque.

Chávez afirmou que a vitória do sim à reforma de 69 dos 350 artigos é o mais provável, apesar do jogo sujo da oposiçom pró-ianque, que nas últimas semanas amanhou inquéritos e mobilizou o estudantado burguês nas universidades privadas contra o referendo.

É igualmente destacável o importante esforço dos meios internacionais em apresentar o referendo como medida "ditatorial" do próprio Chávez, desconsiderando um 'pormenor' importante: o processo democrático que dá ao povo a última palavra no dia 2 de Dezembro.

Chávez advertiu que é provável que, havendo umha vitória das reformas, comecem as denúncias de 'fraude' contra o governo, junto a tentativas de estender a violência, apontando directamente para os bispos e o cardeal de Caracas, Jorge Urosa, de participar nas difamaçons contra os conteúdos socialistas das reformas propostas.

Relaçons com fascistas e imperialistas 'congeladas'

O presidente Hugo Chávez reafirmou também que nom terá mais relacionamentos formais com a Colômbia de Uribe, convencido de que o executivo uribista "nom quer a paz" e por isso cortou a mediaçom bolivariana no conflito com a guerrilha marxista das FARC.

Tambem sublinhou a possibilidade de que os EUA tentem provocar conflitos entre a Venezuela bolivariana e os oligarcas que governam a vizinha Colômbia, como escusa para a intervençom militar ianque.

No caso de Espanha, o governo venezuelano manterá também congeladas as relaçons enquanto nom chegue umha pedido de desculpa do chefe do Estado nomeado polo assassino Francisco Franco, Juan Carlos de Bourbon, que faltou ao respeito ao presidente da Venezuela durante um debate na última Cimeira Ibero-americana, no Chile.

Apoio à revoluçom venezuelana

Pola nossa parte, as e os comunistas e independentistas galegos organizados em Primeira Linha nom queremos deixar de manifestar o nosso apoio ao movimento revolucionário venezuelano na sua luita anti-imperialista e a nossa esperança numha vitória que sirva para fazer avançar com passo firme as forças socialistas até que o capitalismo seja definitivamente varrido do solo venezuelano e latino-americano. A sua vitória será a nossa.

 

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