Rodrigues acusa a manifestaçom do passado domingo de "questionar todo"

20 de Fevereiro de 2008

Se o presidente da Junta, Emilio Peres Tourinho, acusou rapidamente o movimento popular de "nom entender nada", o BNG ficou aparentemente noqueado pola maciça participaçom na manifestaçom convocada por Galiza nom se Vende. Porém, finalmente saiu o boss e excomungou a base social nacionalista que ousou manifestar-se nom apenas sem a tutela do seu partido, mas contra ele.

Com efeito, Francisco Rodrigues afirmou que a mobilizaçom do sábado passado foi um "totum revolutum" e umha "melé" de interesses variados. 'Centrado' em gerir o poder cedido polo Estado espanhol ao Bloque na Galiza das quatro províncias, Rodrigues defendeu explicitamente a política de Zapatero e criticou o estendido rechaço às irracionais intervençons espoliadoras na costa galega com umha eloqüente afirmaçom: "Nom podemos aspirar a que nom se faga nada na costa".

Nas declaraçons do dirigente do BNG nom faltárom ataques às bases nacionalistas e mesmo dessa organizaçom política que desobedecêrom as instruçons da direcçom, que pediam a inassistência à histórica mobilizaçom do dia 17.

O que na legislatura anterior era mais umha arma para tentar derrotar eleitoralmente o PP, converteu-se agora num incómodo obstáculo para poder manter-se no poder com as mesmas políticas do Partido Popular, governando ao serviço dos de sempre.

Francisco Rodrigues, com as suas palavras, nom só confirma o contundente êxito da convocatória do passado domingo, também ratifica que esse deve continuar a ser, doravante, o caminho.

 

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