CIG denuncia, por “abusiva e caciquista”, a reforma da funçom pública

8 de Agosto de 2007

Se algo nos demonstram os políticos ordeiros, quer sejam do PP, PSOE, BNG ou IU, é que sabem cuidar deles próprios e dos seus interesses. A subida de salários verificada em Ferrol aos poucos dias da chegada ao poder da coligaçom PSOE-IU assim o demonstrou, num concelho que, como NÓS-UP lhe lembrou, sofre os piores índices de precariedade laboral da Galiza, enquanto o novo presidente da Cámara de Ferrol é o melhor retribuído das grandes cidades galegas, atingindo os 73.000 euros anuais.

Também a nível autonómico, os membros do bipartido formado polo PSOE e o BNG aprovárom umha reforma da Lei da Funçom Pública Galega feita à medida dos interesses dos políticos profissionais. Em concreto, os conselheiros, conselheiras e altos cargos da Junta consolidarám, após dous anos no cargo, o nível máximo que pode ser atingido por um empregado público de maneira vitalícia.

Denúncia perante o “Valedor do Povo”

A CIG, que denunciou as enormes dificuldades para conseguir algum reconhecimento de direitos retributivos no pessoal da Administraçom autonomica, critica os “privilégios” e reclama a demissom dos membros do Conselho da Junta da Galiza e da Administraçom Pública Galega que dérom o seu voto favorável a essa disposiçom adicional da nova Lei da Funçom Pública Galega.

Estamos a falar, em concreto, de salários de 14.721 euros até a jubilaçom para os altos cargos autonómicos, com que o Governo "vai dilapidar 30 milhons de euros", segundo cálculos da CIG. E, para que fique bem clara a defesa de “casta” na medida, irá afectar a todos os altos cargos eleitos desde 1981, em que decorrêrom as primeiras eleiçons autonómicas.

A federaçom da Administraçom pública do referido sindicato já apresentou denúncia perante o novo “Valedor do Povo” (provedor de justiça autonómico) polo caso dos sobressoldos, ao considerar que “vulnera de jeito aberrante o princípio de igualdade recolhido na Constituiçom [espanhola]”.

NÓS-UP também denuncia o “vergonhoso consenso”

NÓS-Unidade Popular posicionou-se também sobre o caso dos sobressoldos, definindo-o como “um insulto ao pessoal da administraçom e ao conjunto do povo trabalhador galego”.

A decisom é, para NÓS-UP “o resultado de mais um vergonhoso consenso entre as forças institucionais: PP, PSOE e BNG, que estám empenhadas em demonstrar que, no fundamental, concordam”, acrescentando que esse tipo de medidas “obrigam a esquerda social e política deste país a assumir claramente a necessidade de exercer umha oposiçom contundente em defesa dos direitos da maioria social galega contra quem quer usurpar os sinais de identidade da esquerda e os direitos nacionais e anular assim o verdadeiro conteúdo dos mesmos.”

 

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