Coro reaccionário reclama represálias contra o estudantado que se manifestou contra San Gil

14 de Fevereiro de 2008

Os meios de comunicaçom mais reaccionários, junto à decana da Faculdade de Económicas de Compostela e dirigentes do PP, intensificárom nas últimas a campanha contra AGIR e o estudantado que exerceu o seu direito de manifestaçom, frente à presença da dirigente do PP basco Maria San Gil. Também o PSOE e o BNG reproduzem a versom da extrema-direita espanhola, incapazes de manter um discurso próprio frente à forte pressom mediática.

Em frente, AGIR, alvo de umha campanha de insultos dos meios, do Procurador Geral do Estado e de elementos fascistas através de telefonemas anónimos, está a manter a calma e a enfrentar as calúnias e mentiras com dignidade e responsabilidade, advertindo de que nengumha medida de excepçom como as que estám a pedir elementos dos referidos ámbitos vai paralisar a actividade e a auto-organizaçom estudantil de parámetros de esquerda independentistas.

Também NÓS-Unidade Popular se converteu na primeira organizaçom política galega a romper o cerco de assédio ao estudantado que, com toda a legitimidade, expressou o seu rechaço à presença de San Gil na USC. Num comunicado que pode ser lido aqui, solidarizam-se com AGIR, "vítima de umha infame campanha mediática" e com o colectivo estudantil, encorajando a "nom nos deixarmos submeter pola ditadura do pensamento único neoliberal e reaccionário."

Quanto à versom estudantil, está a ser ocultada pola maior parte dos meios, o que nos obriga a reproduzir integralmente o comunicado que fijo público ontem à tarde. Ei-lo:

Novidades: Decana de Económicas ameaça AGIR

A Decana ameaça

Nom só correios e chamadas telefónicas de ousados anónimos estám a ameaçar a nossa organizaçom e a sua miltáncia. A Decana da faculdade de Económicas, que mesmo recriminou Senén Barro por nom ter permitido a entrada dos antidistúrbios na Faculdade, está a atirar gasolina ao lume acendido polos media.

Esta manhá, as novidades acerca do boicote à fascista Maria San Gil remitiam direitamente à elaboraçom dum expediente onde Cancelo, insigne defensora do "golpe y porrazo" e amiga da policializaçom dos centros de ensino, pretende documentar todas as pessoas implicadas nos feitos (entende-se, unicamente os e as estudantes), para solicitar a sua expulsom. Aponta alto.

Reclamará, ainda, a perseguiçom por parte da USC da nossa organizaçom, para "ilegalizar-nos" ao nível institucional desta Universidade. Toda umha moda à espanhola.

Embora o pretenso informe nom tenha sido redigido, nem facto algum de agressom estudantil constatado, nem, de resto, a actuaçom ilegal de AGIR de jeito qualquer, a Decana arde após o rotundo fracasso dumha palestra, a de onte, à qual assistírom menos pessoas das que a respondêrom com rechaço. O fracasso em plena campanha eleitoral desta fascista metida a professora tem posto o Decanato desta Faculdade em autêntico ridículo.

Fanatismo anti-AGIR

Perante esta saída de tom de Cancelo, AGIR quer manifestar que:

1. Reiteramos que nom convocamos acto algum. Que se aporte prova documental em contra desta afirmaçom se alguém tem acesso a algumha convocatória realizada em nome da organizaçom estudantil da esquerda independentista.

2. A participaçom no acto de protesto (que segundo alguns meios superou o meio cento enquanto que outros falam de duas dúzias) superou a trintena de pessoas, todas/os eles/as estudantes da USC, agás excepçons que desconhecemos. A presença de jovens adscritos/as ou nom a outras entidas políticas, partidárias, ou organizativas de qualquer tipo, é um facto que todos os meios ocultam: onte estivo presente o estudantado da esquerda nacional em bloco, nom AGIR em exclusiva, nem muito menos.

Engana-se portanto a Decana ao ligar indistintamente o estudantado partícipe e AGIR. Se está por abrir expedientes, vai-se encontrar com 30 e pico jovens de diversas tendências e sensibildiades.

3. Engana-se também a Decana se pretende que qualquer medida contra AGIR a nível institucional nos vaia frear. AGIR JÁ TEM MEDIDAS EXCEPCIONAIS APLICADAS SEM CADUCIDADE POLO GOVERNO DA USC. APENAS TEMOS ESPAÇO FÍSICO ONDE CONSERVAR O NOSSO MATERIAL E NOM RECEBEMOS NENGUM SUBSÍDIO INSTITUCIONAL.

4. Engana-se, ainda, a Decana repressora e todo o que quiger pensar como ela, quanto aos possíveis expedientes: AGIR SOLICITA AOS MEIOS QUE FALAM DE AGRESSONS, À DECANA QUE FALA DE EXPEDIENTES, etcétera... QUE NOS DEM UMHA SÓ PROVA VISUAL QUE ACREDITE QUE ALGUM ESTUDANTE BATEU EM MARIA SAN GIL OU ALGUM DOS SEUS MACACOS. Nós falamos claro; nom temos nada a agochar.

5. SOLICITAMOS À DECANA QUE INCLUA NO EXPEDIENTE DE QUE FALA A INTRODUÇOM DE ARMAS NOM REGULAMENTÁRIAS NUM ESPAÇO ONDE, PARA MAIS "IRONIA", ESTA PROIBIDO INTRODUZIR QUALQUER ARMA. Falamos da "PORRA EXTENSÍVEL" EMPREGUE POR UM DOS GORILAS DE SAN GIL PARA AGREDIR-NOS, ATÉ O PONTO QUE RACHOU COM ELA. ESTÁ A DECANA AO TANTO DISTO? PREOCUPA-LHE ESTE FEITO? Esperamos umha resposta.

6. AGIR já sofreu umha expulsom dum militante, na época da LOU, da USC. Nem esse facto paralisou a nossa actividade, nem qualquer medida sancionadora impedirá que a força do estudantado de esquerdas e independentista que se organiza se paralise. AGIR ESTÁ NA USC PARA FICAR NELA, nom o esqueçam.

 

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