Greve no Telemárketing da Galiza

20 de Dezembro de 2007

A CIG e a CGT convocam amanhá umha greve no sector do Telemárketing galego, que agrupa umhas 8.000 trabalhadoras e trabalhadores que padecem umha especialmente intensa precariedade laboral, incluindo planos de deslocalizaçom por parte das multinacionais responsáveis.

A origem da greve situa-se, segundo explicou a CIG, na recente assinatura de um Convénio Colectivo de nível estatal espanhol, que nom supom qualquer melhoria nas condiçons salariais e de precariedade no sector, que no último ano tem representado um dos mais conflituosos, com destaque para a luita do quadro de pessoal de Atento na Corunha.

As ameaças de deslocalizaçons afectam a firmas como Bosh em Vigo, que quer levar a actividade (mil empregos) para a Argentina; Unísono, na mesma cidade, com planos de implantaçom no Chile; ou Eurocen na Corunha, cujos mil empregados e empregadas vem também como a empresa olha para o Uruguai como possível destino de actividades no futuro.

Reivindicaçons sindicais

Em definitivo, um horizonte preocupante para as condiçons de vida de milhares de famílias galegas, que provoca umha greve que reclama umha intervençom da Administraçom pública para evitar a transferência incontrolada de dados de clientes a terceiros países, condiçom prévia à deslocalizaçom empresarial como forma de especulaçom à procura de um lucro fácil sem qualquer consideraçom para o pessoal assalariado.

Da mesma forma, a exigência de uso do galego por parte do pessoal que atende os e as freguesas galegas é outra condiçom importante para garantir o emprego no sector, sublinhando o valor do galego para a manutençom e a qualidade do emprego no nosso país.

Os sindicatos convocantes fam, neste senso, um chamado para que todos e todas exijamos o nosso direito a sermos atendidos e atendidas no nosso idioma através do telefone com empresas com que tenhamos contratado algum serviço.

A criaçom de umha Mesa Sectorial com presença da Junta da Galiza com o patronato e os sindicatos, e que revise a atribuiçom de subsídios públicos para evitar estratégias especulativas das empresas é outra exigência dos trabalhadores e trabalhadoras.

Em definitivo, o sector pode viver umha nova etapa convulsa de luita operária, segundo anunciou a CIG, após a assinatura de um Convénio estatal que prejudica os direitos do pessoal do Telemárketing na Galiza.

 

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