Assim manda o poder financeiro: PP, PSOE e BNG, endividados com Caixa Galicia e Caixanova

1 de Junho de 2008

Amiúde se fala sobre o obscuro financiamanto a que se submetem os grandes partidos 'de ordem', esses que se nos apresentam nas tv's como 'responsáveis' e 'bons gestores' do dinheiro e as políticas públicas. Agora, Caixa Galicia e Caixanova acabárom de fazer pública a 'relaçom' existente entre os capos financeiros e os partidos parlamentares, confirmando quem manda no nosso país.

Os informes feitos públicos polas duas principais entidades financeiras do capitalismo galego confirmam a dependência dos partidos institucionais em relaçom tanto a Caixa Galicia como a Caixanova. Também nisso, como nas linhas mestras da política neoliberal que aplicam, há unanimidade. Ao todo, PP, PSOE e BNG devem por volta de 5.000.000 de euros, sendo, das três, o BNG a força mais dependente, economicamente, das entidades financeiras referidas.

Em concreto, o BNG deve-lhes 3.714.000 euros, ocupando o PSOE o segundo lugar, com 870.000 euros e o PP o terceiro com 292.000. No caso do Bloque, a sua dependência aumenta progressivamente nos últimos anos, já que em 2005 'só' devia 2.4 milhons de euros.

Caixa Galicia é a entidade a que o BNG e o PSOE devem mais dinheiro, enquanto o PP está mais endividado com Caixanova. Contodo, o mais curioso do caso é que esses três partidos, junto a outros com presença institucional importante no Estado espanhol, som os que decidem as ajudas públicas a eles próprios, ajudas desorbitadas que lhes permitem, junto à presença constante nos meios de comunicaçom, bombardear ideologicamente a populaçom e continuar assim a receber votos.

Longe de se conformarem com o reparto de dinheiro público e as 'doaçons' de grandes firmas económicas de sectores como as infraestruturas e a construçom, o PP, o PSOE e o BNG querem ser também porta-vozes do poder financeiro. Há que lembrar a remissom parcial de dívidas com que periodicamente os 'generosos' bancos e caixas de poupança favorecem os seus amigos os políticos... e podemos garantir que esses perdons nom fam parte da 'política social' das entidades financeiras.

 

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