QUADRO EXPLICATIVO
DAS DUAS TEORIAS ANTAGÓNICAS SOBRE O CONTEXTO MUNDIAL A BURGUESA NEOCLÁSSICA, MARGINALISTA E NEOLIBERAL E A
MARXISTA
Iñaki Gil de San Vicente

CONTEÚDO:
TERCEIRA PARTE: um resumo da linha mestra da extrema direita capitalista
CUARTA
PARTE: um resumo do socialismo utópico e do marxismo
QUADRO EXPLICATIVO DAS DUAS TEORIAS
ANTAGÓNICAS SOBRE O CONTEXTO MUNDIAL A BURGUESA NEOCLÁSSICA, MARGINALISTA E NEOLIBERAL E A
MARXISTA (I)
Iñaki Gil de San Vicente
As páginas que se seguem só som um
intento de facilitar o debate pedagógico entre pessoas interessadas por
aceder a umha interpretaçom nom oficial e sim muito marginada e silenciada,
quando nom reprimida, do que sucede na actualidade. Enquanto a diário ouvimos
e lemos a palavra "globalizaçom" várias dezenas de vezes, e enquanto
se nos assegura por todo o lado que a "globalizaçom" é umha cousa,
além de boa, também já instaurada e irreversível, agüentando todo este aguaceiro,
nós carecemos dum guia interpretativo, umha espécie de mapa, que nos permita
orientar-nos mal que bem polo arrevesado e abstruso pantanal mediático e
ideológico.
Além da ignoráncia teórico-política,
imposta sistematicamente polos meios de alienaçom social massiva —"educaçom"—
para manter o sistema opressor e explorador actual, o capitalista, além
disto, também intervém em contra da emancipaçom humana um outro factor tanto
ou mais daninho porque se apresenta com ares de "normalidade".
Estou a referir-me à enorme confusom teórico-política existente e à dominaçom
de umha forma simples e mecánica, metafísica, de pensamento empobrecido
e incapaz de qualquer crítica criativa. Apresenta-se como "normal"
esta confusom porque nos "educárom" —impugérom-nos— um sistema de pensamento que
nom é praticamente capaz de criar um método dialéctico que além de ver a
totalidade dum problema, também o veja como algo concreto e, à vez, como
umha totalidade concreta em movimento permanente causado polas suas contradiçons
internas. Esta metodologia geral e básica do pensamento científico-crítico,
perfeitamente aplicável em e a todos os problemas da vida quotidiana de
qualquer pessoa, é no entanto permanentemente ocultada e silenciada, quando
nom desprestigiada e combatida, polo sistema "educativo" —alienador—.
Umha característica deste sistema
é que embota tanto a natural capacidade criativa e crítica da espécie humana
que, unido a outras pressons e agressons como a aplicaçom do terror material
o simbólico, concreto o difuso; a desnacionalizaçom brutal ao obrigar-nos
a empregar línguas estrangeiras e, por nom estendermo-nos, a imposiçom da
ditadura do pensamento patriarcal, estas e outras limitaçons socialmente
impostas à nossa capacidade crítica, logram que padeçamos umha total confusom
desorientaçom paralisante quando nos enfrentamos a problemas complexos.
Pior ainda, o sistema dominante aumenta a complexidade aparente e nom real
de muitos problemas para provocar o desconcerto e a passividade temerosa,
e para fazer com que as massas oprimidas renunciem ao seu próprio pensamento
e se deixem guiar polo do poder
opressor ou polo de grupos reformistas. No relacionado com a famosa "globalizaçom"
sofremos umha situaçom assim.
Para facilitar umha recuperaçom da
qualidade do pensamento neste importante
problema, na primeira parte do
texto apresentamos um quadro com a sua explicaçom posterior; na segunda parte, um resumo muito sintético
das duas grandes teorias sobre o problema do valor, problema crucial pois
define a mesma existência material da espécie humana; na terceira, um resumo da linha mestra da
extrema direita capitalista; na quarta,
do socialismo utópico e do marxismo; na quinta,
da social-democracia, o estalinismo e eurocomunismo; na sexta, do keynesianismo, e na sétima,
dum bloco de críticas progressistas. Por último, é desejável que o estudo
seja colectivo, com debates sobre problemas reais padecidos pola gente,
e que se compreendem desde as explicaçons propostas no texto.
Cada teoria vai seguida dum número com a dupla intençom de, primeiro, facilitar a sua rápida localizaçom no texto e, segundo, ajudar a seguir a lógica da linha evolutiva. Agora bem, nom deu tempo para expor mais em pormenor cada teoria, senom muito resumidamente. Por exemplo, nom se pudo estender mais a muito importante teoria do imperialismo, como as múltiplas precisons que há que fazer das suas diversas correntes polas contribuiçons que podem fazer na actualidade, bem como com a teoria do desenvolvimento desigual que joga um papel muito esclarecedor na compreensom do capitalismo contemporáneo. Tampouco deu tempo a precisar mais as múltiplas matizaçons que existem entre as teorias, como por exemplo as diferenças em Lenine sobre a sua aceitaçom logicamente marxista da lei do valor-trabalho mas à vez a importáncia que concede aos monopólios; de igual modo, tampouco dizemos nada sobre a teoria do império, actualmente em voga, e as suas relaçons um tanto peculiares com a teoria da lei do valor-trabalho mundializada.
Estas e outras
óbvias e clamorosas limitaçons deste texto som devidas tanto aos seus objectivos
imediatos e directos acima enunciados como à ausência material de tempo
para estender-nos na soluçom dessas
e outras deficiências. Umha lacuna especialmente grave é a inexistência
dum apartado sobre as relaçons entre o método dialéctico e o método histórico
no estudo materialista da teoria político-económica. Nom é por acaso que
desde finais do século XIX as críticas ao marxismo se dirijam, em síntese,
contra todo o relacionado com a lei do valor-trabalho, contra todo o relacionado
com a dialéctica e contra todo o relacionado com a teoria do Estado e da
democracia socialista. Estes três componentes iniciais que formárom umha
totalidade e que logo se enriquecêrom com outros componentes, fôrom negados
umha e outra vez até a actualidade. Nengum debate sério entre o marxismo
e as correntes ideológicas burguesas, quer reformistas, quer ultraconservadoras,
eludiu jamais estas questons capitais, eminentemente práticas como todo
o que guarda relaçom com o marxismo.
Portanto,
quando umha e outra vez ao longo do texto se cite tanto a teoria da lei
do valor-trabalho como as teorias burguesas antagónicas, na realidade está-se
fazendo referência à totalidade do corpo teórico marxista e à totalidade
do burguês. Somente quando se exponham as teorias do centro, as reformistas,
e as que estám um pouco à direita do marxismo e na parte de acima, em concreto
a (9), a (9-1) e a (11), somente
entom deveríamos ser mais precisos nas questons negadas ou criticadas, mas
nom temos tempo para tanto. A razom dessa exigência metodológica incumprida
estriba-se em que dum modo ou outro essas correntes questionárom total ou
parcialmente a teoria do valor-trabalho, a dialéctica e a democracia socialista,
e quer as tergiversárom e negárom quer as "corrigírom" com ideologias
burguesas reformistas ou abertamente reaccionárias, como som os casos da
teoria da preferência subjectiva, do neokantismo mecanicismo e do durkheimianismo
e weberianismo. A importáncia deste debate
compreende-se com mais facilidade ao estudar a incidência prática
que tivérom e tenhem as ideologias nas opressons das mulheres, das naçons
e das classes trabalhadoras.
Por exemplo,
as mulheres bascas, peça chave do povo trabalhador euscalduno, que à sua
vez é a força consciente emancipadora de Euskal Herria, sofrem, por isto
mesmo umha tripla exploraçom, opressom e dominaçom somente explicável dumha
perspectiva científica se com o método marxista enriquecido polas contribuiçons
feministas, descobrimos o papel da economia política burguesa na negaçom
da exploraçom sexo-económica da mulher; o papel da filosofia idealista,
ao sumo agnóstica, e mecanicista burguesa
na misoginia do sistema de pensamento patriarcal, o papel do nacionalismo
imperialista sociológico francês de Durkheim e o papel da sociologia imperialista
alemá de Weber na legitimaçom intelectual dos Estados burgueses francês
e espanhol. Se, aliás, enriquecemos a reflexom sobre este exemplo acrescentando
as críticas ecologistas que tam perfeitamente se ensamblam e som absorvidas
polo corpo teórico marxista, e estudamos criticamente como a expansom do
sistema patriarco-burguês franco-espanhol foi unido à destruiçom das formas
sociais de imbricaçom pré-indoeuropeia da mulher basca numha Natureza que
ademais foi mercantilizada e reduzida a simples valor de troca, se fazemos
esta quíntupla mas unitária análise marxista sobre a mulher trabalhadora
basca, vemos como se relacionam dialecticamente todos os componentes do
método marxista –sem citar outros como a psicologia crítica, etc.– na análise
concreta dum problema concreto.
Estendemo-nos
algo neste exemplo para mostrar como, desde a teoria básica marxista, que
se enriquece com cada avanço humano, nom se podem separar os seus diversos componentes, como se for umha sopa
de tropeços à que podemos acrescentar ou tirar alguns a gosto do consumidor
e, sobretodo, do poder opressor existente em cada caso. Isto nom nega, senom
que o exige, que em cada caso de estudo se deva primar o emprego metodológico
de tal ou qual componente sobre os mais, como é óbvio, mas sim exige que
imediatamente depois dentro dumha simultaneidade apenas rota pola prioridade
do tema concreto, apliquemos os restantes componentes críticos da totalidade
do problema que estamos estudando. Por último, sobretodo e o que é decisivo
é que, na hora da resoluçom prática do problema, nesse momento crucial em
que se confirma ou se nega a validez da análise teórica anterior, há que
elaborar umha síntese coerente integradora de todos os componentes internos
do marxismo como método e guia de acçom revolucionária.
Colocamos
na base do quadro as três correntes teóricas decisivas e básicas, duas das
quais pertencem aos interesses da mesma classe, a burguesia, em qualquer debate sobre economia porque sem
tê-las presentes nom se percebe nadinha do que ocorre na actualidade, e
na história do capitalismo. À direita está a teoria mais reaccionária das
duas burguesas, e à esquerda a mais revolucionária, a marxista. No centro,
está a ampla corrente burguesa, reformista e progressista. Conforme umha
teoria concreta está mais à esquerda é, ao nosso entender, mais revolucionária
e também mais acertada cientificamente. E quanto mais à direita, mais reaccionária
e errónea. Naturalmente, em tam pouco espaço nom se pode precisar quase
nada, mas as ideias básicas ficam algo precisadas.
À vez, conforme se sobe face acima,
transcorre o tempo e complexiza o capitalismo e tende a aumentar o número
de teorias derivadas das duas básicas e antagónicas, que o combatem ou defendem.
As setas ascendentes mostram as lógicas evolutivas das teorias anteriores
e iniciais às posteriores. Quando nom existe nengumha linha entre duas teorias
é que, o nosso entender, tampouco existe umha continuidade lógica qualitativa
entre elas, mas sim sucede que pode existir entre elas umha continuidade
mediante umha segunda teoria intermédia; quer dizer, que a teoria inicial,
situada mais abaixo, tivo certas mudanças mais ou menos importantes ao concretizar-se
em outra teoria posterior, da qual surge logo umha terceira teoria. Quando
as setas sobem em linha recta é que conservam os princípios elementares
e definitórios da corrente em que se inscrevem. E quando giram face a direita
é que vam perdendo esse conteúdo e vam adoptando outros contrários, que
se distanciam das bases decisivas sobre a interpretaçom do valor, que é
o problema essencial e vital. Quando giram à esquerda é que vam ganhando
em radicalidade e em capacidade científica.
Esta afirmaçom sustenta-se na própria natureza da lei do valor-trabalho e
da sua funçom no modo de produçom capitalista. A lei do valor-trabalho fai
com que o capital flua de um ramo produtivo a outro segundo os interesses
particulares da burguesia, das suas diferentes fracçons, sempre na procura
do máximo benefício particular mas sempre sob as pressons das perdas que
obtenhem em ramos produtivos menos rendíveis. Esta lei demonstra e confirma
portanto a anarquia essencial do capitalismo, anarquia que surge de que,
se bem cada capitalista procura racionalizar o seu póprio negócio para aumentar
o seu benefício, o choque de todos os capitalistas sob as pressons dos menores
benefícios gera a irracionalidade colectiva. Para sair deste buraco, cada
empresário tem de aumentar a exploraçom dos seus trabalhadores porque, como
muestra a lei valor-trabalho, só na obtençom da mais-valia radica a possibilidade
de enriquecimento de capital. Isto é assim porque só a força de trabalho
humana é capaz de criar bens novos. E a força de trabalho divide-se em trabalho
concreto, o que realiza o ser humano em particular, e em trabalho abstracto,
que é a qualidade comum interna a todo trabalho concreto, à margem da sua
forma e plasmaçom exterior.
Por exemplo, há trabalho abstracto
acumulado nas pinturas rupestres
de Ekain como o há também no fabrico dum parafuso numha oficina, ou dumha
escultura trabalhada por umha prisioneira basca, ou numha cozinha limpada
por umha mulher quando volta do seu trabalho assalariado e precarizado na
rua. Os quatro som trabalhos concretos, mas todos eles tenhem em comum que
som resultados da aplicaçom da força de trabalho humana abstractamente considerada.
No capitalismo esta força de trabalho, esta capacidade humana de criar cousas
que tenhem um valor interno porque som expressom dum trabalho abstracto,
é posta em funcionamento pola classe dominante, pola burguesia proprietária
dos meios de produçom. Ao fim do processo inteiro de produçom, circulaçom
e venda, e realizadas já todas as contas e os pagamentos anteriores, ao
fim deste processo, o capitalista terminou
com mais dinheiro, com mais capital, do que tinha quando começou.
O capitalista procurou um negócio
rendível, calculou os preços anteriores de todo o processo, contratou operários e impujo-lhes umha disciplina de
exploraçom da sua força de trabalho, fijo circular no mercado os bens produzidos
até vendê-los, quantificou os ganhos, descontou os custos gerais anteriores
e reservou dinheiro para voltar a começar o negócio, e entom, depois de
todo, conta os seus ganhos, os seus benefícios exclusivos e sente-se feliz
porque é mais rico do que antes, porque alargou o seu capital privado, porque
acumulou mais. Se vir que há outro
negócio mais rendível, embora gere desemprego e destruiçom da natureza,
nom duvidará em abandonar o anterior e em ir ao mais rendível para ele.
Se vir que este negócio, o os recursos e matérias que precisa, estám noutro
país, invade-o militarmente, ou impom-lhe toda umha
série de exigências sob chantagem e ameaça
para que "abra as suas fronteiras". Se a classe operária,
interna e externa, resiste à exploraçom, endurecerá as disciplinas, as condiçons
de trabalho, piorará os serviços sociais, fará intervir o Estado para que
reprima e privatize empresas públicas no seu benefício exclusivo, e no da
sua classe, etc.
A lei do valor-trabalho está por
baixo de tanta barbárie, alimentando-a, impulsionando-a. Tirá-la à superfície.
Descobrir os seus terríveis efeitos sociais e contra a natureza, demonstrar
que enquanto estiver vigente nom pode haver um desenvolvimento qualitativo
e autoconsciente, esta tarefa científico-crítica é a condiçom prévia inescusável
para avançar na racionalizaçom colectiva da vida social. Mas isto é inseparável
da simultánea desapariçom histórica da mercadoria e do dinheiro, e sobretodo,
da exploraçom da força de trabalho. Descobrir o funcionamento social da
lei do valor-trabalho é descobrir a necessidade de acabar com o capitalismo.
E esse avanço científico-crítico é essencialmente revolucionário, esquerdista.
Nom é entom nada surpreendente que a intelectualidade burguesa tenha profundas
impotências racionais e irracionais para avançar nessa tarefa.
Como vemos no quadro, o grosso das
mudanças fôrom face a direita, quer dizer, abandonando ou debilitando a
teoria marxista da lei do valor-trabalho e aceitando mais ou menos algumhas
das duas teorias burguesas. E, também,
enfraquecendo ou abandonando a teoria burguesa do custo de produçom
para aceitar a mais burguesa de
preferência subjectiva, que é a base sobre a que descansa toda a corrente
contrarrevolucionária que vai em linha recta ascendente do neoclassicismo
aos marginalismos duros e aos diversos neoliberalismos para acabar na apologia
criminal da globalizaçom positiva. Somente na segunda metade do século XVIII
é que parte da intelectualidade burguesa, que nom toda, se atreveu a avançar
ligeiramente num estudo mais crítico do capitalismo que os anteriores, desenvolvendo
algumhas questons importantes que demonstravam os limites históricos deste
modo de produçom. Mas, quase ao instante, também umha outra corrente burguesa
voltou a girar à direita.
A razom desta deriva direitista de
boa parte das teorias económicas e da permanência dumha corrente contrarrevolucionária
actualmente dominante, há que buscá-las, além de no poder de absorçom do
sistema capitalista sobre as burocracias políticas, sindicais, culturais
e intelectuais universitários, funcionários ou privados, também na própria
estrutura interna da ideologia dominante, a burguesa; e, por último, com
mais peso do que suspeitamos, na permanente pressom, censura e até repressom
que o sistema capitalista exerce implacavelmente contra quem o estuda criticamente,
para tirar à luz pública as exploraçons sobre as quais assenta. Há que pôr-se
no lugar quotidiano, diário, de trabalho inclusive assalariado de dezenas
de intelectuais, professores e académicos, para compreender as condiçons
e pressons permanentes em que desenvolvem o seu trabalho intelectual. Mas
previamente cumpre ter em conta que a maioria provenhem das chamadas "classes
médias" inclusive da alta burguesia, mas muito poucos, só umha muito
reduzida minoria, das classes trabalhadoras e menos ainda do campesinato.
Desta posiçom crítica prévia, devemos
compreender como funciona na prática
o sistema educativo capitalista, desde a primeira infáncia até a selectiva
e elitista designaçom dos principais postos de responsabilidade ideológica
e teórico-política. Nas páginas seguintes veremos alguns casos significativos
da pertença de classe conscientemente assumida de famosos críticos do marxismo.
Quando a isto unimos que é a intelectualidade nom só da classe dominante
senom também da naçom opressora –quando existe opressom e exploraçom nacional–
e, sempre desde que surgem as políticas económicas, do sexo e do género
dominante, do homem em concreto, ficando totalmente excluída e negada a
realidade da exploraçom sexo-económica da mulher, entom, compreendemos o
conjunto de interesses conscientes e inconscientes que actuam dentro da
ideologia burguesa em geral e em concreto das suas interpretaçons económicas.
Se, além do mais, levarmos em conta a mercantilizaçom da Natureza e a obsessom
consumista inerente ao capitalismo, vendo assim o problema que tratamos
compreendemos ainda mais o difícil que resulta separar o "objectivo"
do "subjectivo" nestas questons.
Nengumha teoria económica é "neutral"
e "apolítica". Todas elas som essencialmente políticas e tenhem efeitos sociais
precisos. Outra cousa é que esse conteúdo sociopolítico seja arejado e reconhecido
publicamente ou negado com insistência. Conforme mais ideológica e menos
teórica e científica for umha corrente político-económica, mais oculta a
sua natureza burguesa. Polo contrário, conforme mais crítica e válida teoricamente
é, mais abertamente reivindica o seu conteúdo e os seus objectivos sociopolíticos.
Isto leva-nos em directo ao problema da "objectividade" do pensamento
humano quando analisa.
SEGUNDA PARTE:
um resumo muito sintético das duas grandes teorias sobre o problema do valor
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