QUADRO EXPLICATIVO DAS DUAS TEORIAS ANTAGÓNICAS  SOBRE  O CONTEXTO MUNDIAL A BURGUESA  NEOCLÁSSICA, MARGINALISTA E NEOLIBERAL E A MARXISTA

Iñaki Gil de San Vicente

CONTEÚDO:

EXPLICAÇOM DO QUADRO

SEGUNDA PARTE: um resumo muito sintético das duas grandes teorias sobre o problema do valor

TERCEIRA PARTE: um resumo da linha mestra da extrema direita capitalista

CUARTA PARTE: um resumo do socialismo utópico e do marxismo

QUINTA PARTE: um resumo da social-democracia, o estalinismo e eurocomunismo

SEXTA PARTE: um resumo do keynesianismo

SÉTIMA PARTE: um resumo de um bloco de críticas progressistas

 

QUADRO EXPLICATIVO DAS DUAS TEORIAS ANTAGÓNICAS  SOBRE  O CONTEXTO MUNDIAL A BURGUESA  NEOCLÁSSICA, MARGINALISTA E NEOLIBERAL E A MARXISTA (I)

Iñaki Gil de San Vicente

 

As páginas que se seguem só som um intento de facilitar o debate pedagógico entre pessoas interessadas por aceder a umha interpretaçom nom oficial e sim muito marginada e silenciada, quando nom reprimida, do que sucede na actualidade. Enquanto a diário ouvimos e lemos a palavra "globalizaçom" várias dezenas de vezes, e enquanto se nos assegura por todo o lado que a "globalizaçom" é umha cousa, além de boa, também já instaurada e irreversível, agüentando todo este aguaceiro, nós carecemos dum guia interpretativo, umha espécie de mapa, que nos permita orientar-nos mal que bem polo arrevesado e abstruso pantanal mediático e ideológico.

Além da ignoráncia teórico-política, imposta sistematicamente polos meios de alienaçom social massiva —"educaçom"— para manter o sistema opressor e explorador actual, o capitalista, além disto, também intervém em contra da emancipaçom humana um outro factor tanto ou mais daninho porque se apresenta com ares de "normalidade". Estou a referir-me à enorme confusom teórico-política existente e à dominaçom de umha forma simples e mecánica, metafísica, de pensamento empobrecido e incapaz de qualquer crítica criativa. Apresenta-se como "normal" esta confusom porque nos  "educárom" —impugérom-nos— um sistema de pensamento que nom é praticamente capaz de criar um método dialéctico que além de ver a totalidade dum problema, também o veja como algo concreto e, à vez, como umha totalidade concreta em movimento permanente causado polas suas contradiçons internas. Esta metodologia geral e básica do pensamento científico-crítico, perfeitamente aplicável em e a todos os problemas da vida quotidiana de qualquer pessoa, é no entanto permanentemente ocultada e silenciada, quando nom desprestigiada e combatida, polo sistema "educativo" —alienador—.

Umha característica deste sistema é que embota tanto a natural capacidade criativa e crítica da espécie humana que, unido a outras pressons e agressons como a aplicaçom do terror material o simbólico, concreto o difuso; a desnacionalizaçom brutal ao obrigar-nos a empregar línguas estrangeiras e, por nom estendermo-nos, a imposiçom da ditadura do pensamento patriarcal, estas e outras limitaçons socialmente impostas à nossa capacidade crítica, logram que padeçamos umha total confusom desorientaçom paralisante quando nos enfrentamos a problemas complexos. Pior ainda, o sistema dominante aumenta a complexidade aparente e nom real de muitos problemas para provocar o desconcerto e a passividade temerosa, e para fazer com que as massas oprimidas renunciem ao seu próprio pensamento e se deixem guiar polo do  poder opressor ou polo de grupos reformistas. No relacionado com a famosa "globalizaçom" sofremos umha situaçom assim.

Para facilitar umha recuperaçom da qualidade do pensamento  neste importante problema, na primeira parte do texto apresentamos um quadro com a sua explicaçom posterior; na segunda parte, um resumo muito sintético das duas grandes teorias sobre o problema do valor, problema crucial pois define a mesma existência material da espécie humana; na terceira, um resumo da linha mestra da extrema direita capitalista; na quarta, do socialismo utópico e do marxismo; na quinta, da social-democracia, o estalinismo e eurocomunismo; na sexta, do keynesianismo, e na sétima, dum bloco de críticas progressistas. Por último, é desejável que o estudo seja colectivo, com debates sobre problemas reais padecidos pola gente, e que se compreendem desde as explicaçons propostas no texto.

 

 

 

ACLARAÇOM  DO QUADRO

Cada  teoria vai seguida dum número com a dupla intençom de, primeiro, facilitar a sua rápida localizaçom no texto e, segundo, ajudar a seguir a lógica da linha evolutiva. Agora bem, nom deu tempo para expor mais em pormenor cada teoria, senom muito resumidamente. Por exemplo, nom se pudo estender mais a muito importante teoria do imperialismo, como as múltiplas precisons que há que fazer das suas diversas correntes polas contribuiçons que podem fazer na actualidade, bem como com a teoria do desenvolvimento desigual que joga um papel muito esclarecedor  na compreensom do capitalismo contemporáneo. Tampouco deu tempo a precisar mais as múltiplas matizaçons que existem entre as teorias, como por exemplo as diferenças em Lenine sobre a sua aceitaçom logicamente marxista da lei do valor-trabalho mas à vez a importáncia que concede aos monopólios; de igual modo, tampouco dizemos nada sobre a teoria do império, actualmente em voga, e as suas relaçons um tanto peculiares com a teoria da lei do valor-trabalho mundializada.

Estas e outras óbvias e clamorosas limitaçons deste texto som devidas tanto aos seus objectivos imediatos e directos acima enunciados como à ausência material de tempo para estender-nos na  soluçom dessas e outras deficiências. Umha lacuna especialmente grave é a inexistência dum apartado sobre as relaçons entre o método dialéctico e o método histórico no estudo materialista da teoria político-económica. Nom é por acaso que desde finais do século XIX as críticas ao marxismo se dirijam, em síntese, contra todo o relacionado com a lei do valor-trabalho, contra todo o relacionado com a dialéctica e contra todo o relacionado com a teoria do Estado e da democracia socialista. Estes três componentes iniciais que formárom umha totalidade e que logo se enriquecêrom com outros componentes, fôrom negados umha e outra vez até a actualidade. Nengum debate sério entre o marxismo e as correntes ideológicas burguesas, quer reformistas, quer ultraconservadoras, eludiu jamais estas questons capitais, eminentemente práticas como todo o que guarda relaçom com o marxismo.

Portanto, quando umha e outra vez ao longo do texto se cite tanto a teoria da lei do valor-trabalho como as teorias burguesas antagónicas, na realidade está-se fazendo referência à totalidade do corpo teórico marxista e à totalidade do burguês. Somente quando se exponham as teorias do centro, as reformistas, e as que estám um pouco à direita do marxismo e na parte de acima, em concreto a (9), a (9-1) e a (11),  somente entom deveríamos ser mais precisos nas questons negadas ou criticadas, mas nom temos tempo para tanto. A razom dessa exigência metodológica incumprida estriba-se em que dum modo ou outro essas correntes questionárom total ou parcialmente a teoria do valor-trabalho, a dialéctica e a democracia socialista, e quer as tergiversárom e negárom quer as "corrigírom" com ideologias burguesas reformistas ou abertamente reaccionárias, como som os casos da teoria da preferência subjectiva, do neokantismo mecanicismo e do durkheimianismo e weberianismo. A importáncia deste debate  compreende-se com mais facilidade ao estudar a incidência prática que tivérom e tenhem as ideologias nas opressons das mulheres, das naçons e das classes trabalhadoras.

Por exemplo, as mulheres bascas, peça chave do povo trabalhador euscalduno, que à sua vez é a força consciente emancipadora de Euskal Herria, sofrem, por isto mesmo umha tripla exploraçom, opressom e dominaçom somente explicável dumha perspectiva científica se com o método marxista enriquecido polas contribuiçons feministas, descobrimos o papel da economia política burguesa na negaçom da exploraçom sexo-económica da mulher; o papel da filosofia idealista, ao sumo agnóstica, e mecanicista  burguesa na misoginia do sistema de pensamento patriarcal, o papel do nacionalismo imperialista sociológico francês de Durkheim e o papel da sociologia imperialista alemá de Weber na legitimaçom intelectual dos Estados burgueses francês e espanhol. Se, aliás, enriquecemos a reflexom sobre este exemplo acrescentando as críticas ecologistas que tam perfeitamente se ensamblam e som absorvidas polo corpo teórico marxista, e estudamos criticamente como a expansom do sistema patriarco-burguês franco-espanhol foi unido à destruiçom das formas sociais de imbricaçom pré-indoeuropeia da mulher basca numha Natureza que ademais foi mercantilizada e reduzida a simples valor de troca, se fazemos esta quíntupla mas unitária análise marxista sobre a mulher trabalhadora basca, vemos como se relacionam dialecticamente todos os componentes do método marxista –sem citar outros como a psicologia crítica, etc.– na análise concreta dum problema concreto.

Estendemo-nos algo neste exemplo para mostrar como, desde a teoria básica marxista, que se enriquece com cada avanço humano, nom se podem separar os seus  diversos componentes, como se for umha sopa de tropeços à que podemos acrescentar ou tirar alguns a gosto do consumidor e, sobretodo, do poder opressor existente em cada caso. Isto nom nega, senom que o exige, que em cada caso de estudo se deva primar o emprego metodológico de tal ou qual componente sobre os mais, como é óbvio, mas sim exige que imediatamente depois dentro dumha simultaneidade apenas rota pola prioridade do tema concreto, apliquemos os restantes componentes críticos da totalidade do problema que estamos estudando. Por último, sobretodo e o que é decisivo é que, na hora da resoluçom prática do problema, nesse momento crucial em que se confirma ou se nega a validez da análise teórica anterior, há que elaborar umha síntese coerente integradora de todos os componentes internos do marxismo como método e guia de acçom revolucionária.

Colocamos na base do quadro as três correntes teóricas decisivas e básicas, duas das quais pertencem aos interesses da mesma classe, a burguesia,  em qualquer debate sobre economia porque sem tê-las presentes nom se percebe nadinha do que ocorre na actualidade, e na história do capitalismo. À direita está a teoria mais reaccionária das duas burguesas, e à esquerda a mais revolucionária, a marxista. No centro, está a ampla corrente burguesa, reformista e progressista. Conforme umha teoria concreta está mais à esquerda é, ao nosso entender, mais revolucionária e também mais acertada cientificamente. E quanto mais à direita, mais reaccionária e errónea. Naturalmente, em tam pouco espaço nom se pode precisar quase nada, mas as ideias básicas ficam algo precisadas.

À vez, conforme se sobe face acima, transcorre o tempo e complexiza o capitalismo e tende a aumentar o número de teorias derivadas das duas básicas e antagónicas, que o combatem ou defendem. As setas ascendentes mostram as lógicas evolutivas das teorias anteriores e iniciais às posteriores. Quando nom existe nengumha linha entre duas teorias é que, o nosso entender, tampouco existe umha continuidade lógica qualitativa entre elas, mas sim sucede que pode existir entre elas umha continuidade mediante umha segunda teoria intermédia; quer dizer, que a teoria inicial, situada mais abaixo, tivo certas mudanças mais ou menos importantes ao concretizar-se em outra teoria posterior, da qual surge logo umha terceira teoria. Quando as setas sobem em linha recta é que conservam os princípios elementares e definitórios da corrente em que se inscrevem. E quando giram face a direita é que vam perdendo esse conteúdo e vam adoptando outros contrários, que se distanciam das bases decisivas sobre a interpretaçom do valor, que é o problema essencial e vital. Quando giram à esquerda é que vam ganhando em radicalidade e em capacidade científica.

Esta afirmaçom sustenta-se na  própria natureza da lei do valor-trabalho e da sua funçom no modo de produçom capitalista. A lei do valor-trabalho fai com que o capital flua de um ramo produtivo a outro segundo os interesses particulares da burguesia, das suas diferentes fracçons, sempre na procura do máximo benefício particular mas sempre sob as pressons das perdas que obtenhem em ramos produtivos menos rendíveis. Esta lei demonstra e confirma portanto a anarquia essencial do capitalismo, anarquia que surge de que, se bem cada capitalista procura racionalizar o seu póprio negócio para aumentar o seu benefício, o choque de todos os capitalistas sob as pressons dos menores benefícios gera a irracionalidade colectiva. Para sair deste buraco, cada empresário tem de aumentar a exploraçom dos seus trabalhadores porque, como muestra a lei valor-trabalho, só na obtençom da mais-valia radica a possibilidade de enriquecimento de capital. Isto é assim porque só a força de trabalho humana é capaz de criar bens novos. E a força de trabalho divide-se em trabalho concreto, o que realiza o ser humano em particular, e em trabalho abstracto, que é a qualidade comum interna a todo trabalho concreto, à margem da sua forma e plasmaçom exterior.

Por exemplo, há trabalho abstracto acumulado  nas pinturas rupestres de Ekain como o há também no fabrico dum parafuso numha oficina, ou dumha escultura trabalhada por umha prisioneira basca, ou numha cozinha limpada por umha mulher quando volta do seu trabalho assalariado e precarizado na rua. Os quatro som trabalhos concretos, mas todos eles tenhem em comum que som resultados da aplicaçom da força de trabalho humana abstractamente considerada. No capitalismo esta força de trabalho, esta capacidade humana de criar cousas que tenhem um valor interno porque som expressom dum trabalho abstracto, é posta em funcionamento pola classe dominante, pola burguesia proprietária dos meios de produçom. Ao fim do processo inteiro de produçom, circulaçom e venda, e realizadas já todas as contas e os pagamentos anteriores, ao fim deste processo, o capitalista  terminou com mais dinheiro, com mais capital, do que tinha quando começou.

O capitalista procurou um negócio rendível, calculou os preços anteriores de todo o processo, contratou  operários e impujo-lhes umha disciplina de exploraçom da sua força de trabalho, fijo circular no mercado os bens produzidos até vendê-los, quantificou os ganhos, descontou os custos gerais anteriores e reservou dinheiro para voltar a começar o negócio, e entom, depois de todo, conta os seus ganhos, os seus benefícios exclusivos e sente-se feliz porque é mais rico do que antes, porque alargou o seu capital privado, porque acumulou mais.  Se vir que há outro negócio mais rendível, embora gere desemprego e destruiçom da natureza, nom duvidará em abandonar o anterior e em ir ao mais rendível para ele. Se vir que este negócio, o os recursos e matérias que precisa, estám noutro país,  invade-o militarmente, ou impom-lhe toda umha série de exigências sob chantagem e ameaça  para que "abra as suas fronteiras". Se a classe operária, interna e externa, resiste à exploraçom, endurecerá as disciplinas, as condiçons de trabalho, piorará os serviços sociais, fará intervir o Estado para que reprima e privatize empresas públicas no seu benefício exclusivo, e no da sua classe, etc.

A lei do valor-trabalho está por baixo de tanta barbárie, alimentando-a, impulsionando-a. Tirá-la à superfície. Descobrir os seus terríveis efeitos sociais e contra a natureza, demonstrar que enquanto estiver vigente nom pode haver um desenvolvimento qualitativo e autoconsciente, esta tarefa científico-crítica é a condiçom prévia inescusável para avançar na racionalizaçom colectiva da vida social. Mas isto é inseparável da simultánea desapariçom histórica da mercadoria e do dinheiro, e sobretodo, da exploraçom da força de trabalho. Descobrir o funcionamento social da lei do valor-trabalho é descobrir a necessidade de acabar com o capitalismo. E esse avanço científico-crítico é essencialmente revolucionário, esquerdista. Nom é entom nada surpreendente que a intelectualidade burguesa tenha profundas impotências racionais e irracionais para avançar nessa tarefa. 

Como vemos no quadro, o grosso das mudanças fôrom face a direita, quer dizer, abandonando ou debilitando a teoria marxista da lei do valor-trabalho e aceitando mais ou menos algumhas das duas teorias burguesas. E, também,  enfraquecendo ou abandonando a teoria burguesa do custo de produçom para aceitar a mais  burguesa de preferência subjectiva, que é a base sobre a que descansa toda a corrente contrarrevolucionária que vai em linha recta ascendente do neoclassicismo aos marginalismos duros e aos diversos neoliberalismos para acabar na apologia criminal da globalizaçom positiva. Somente na segunda metade do século XVIII é que parte da intelectualidade burguesa, que nom toda, se atreveu a avançar ligeiramente num estudo mais crítico do capitalismo que os anteriores, desenvolvendo algumhas questons importantes que demonstravam os limites históricos deste modo de produçom. Mas, quase ao instante, também umha outra corrente burguesa voltou a girar à direita.

A razom desta deriva direitista de boa parte das teorias económicas e da permanência dumha corrente contrarrevolucionária actualmente dominante, há que buscá-las, além de no poder de absorçom do sistema capitalista sobre as burocracias políticas, sindicais, culturais e intelectuais universitários, funcionários ou privados, também na própria estrutura interna da ideologia dominante, a burguesa; e, por último, com mais peso do que suspeitamos, na permanente pressom, censura e até repressom que o sistema capitalista exerce implacavelmente contra quem o estuda criticamente, para tirar à luz pública as exploraçons sobre as quais assenta. Há que pôr-se no lugar quotidiano, diário, de trabalho inclusive assalariado de dezenas de intelectuais, professores e académicos, para compreender as condiçons e pressons permanentes em que desenvolvem o seu trabalho intelectual. Mas previamente cumpre ter em conta que a maioria provenhem das chamadas "classes médias" inclusive da alta burguesia, mas muito poucos, só umha muito reduzida minoria, das classes trabalhadoras e menos ainda do campesinato.

Desta posiçom crítica prévia, devemos compreender como funciona  na prática o sistema educativo capitalista, desde a primeira infáncia até a selectiva e elitista designaçom dos principais postos de responsabilidade ideológica e teórico-política. Nas páginas seguintes veremos alguns casos significativos da pertença de classe conscientemente assumida de famosos críticos do marxismo. Quando a isto unimos que é a intelectualidade nom só da classe dominante senom também da naçom opressora –quando existe opressom e exploraçom nacional– e, sempre desde que surgem as políticas económicas, do sexo e do género dominante, do homem em concreto, ficando totalmente excluída e negada a realidade da exploraçom sexo-económica da mulher, entom, compreendemos o conjunto de interesses conscientes e inconscientes que actuam dentro da ideologia burguesa em geral e em concreto das suas interpretaçons económicas. Se, além do mais, levarmos em conta a mercantilizaçom da Natureza e a obsessom consumista inerente ao capitalismo, vendo assim o problema que tratamos compreendemos ainda mais o difícil que resulta separar o "objectivo" do "subjectivo" nestas questons.

Nengumha teoria económica é "neutral" e "apolítica". Todas elas som  essencialmente políticas e tenhem efeitos sociais precisos. Outra cousa é que esse conteúdo sociopolítico seja arejado e reconhecido publicamente ou negado com insistência. Conforme mais ideológica e menos teórica e científica for umha corrente político-económica, mais oculta a sua natureza burguesa. Polo contrário, conforme mais crítica e válida teoricamente é, mais abertamente reivindica o seu conteúdo e os seus objectivos sociopolíticos. Isto leva-nos em directo ao problema da "objectividade" do pensamento humano quando analisa. 

 

SEGUNDA PARTE: um resumo muito sintético das duas grandes teorias sobre o problema do valor

 

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Maos segurando umha ferramenta. Obra fotográfica de Tina Modotti. 1927