MANIFESTO DO COMITÉ CENTRAL DE PRIMEIRA LINHA
FRENTE AO FASCISMO ESPANHOL, SOLIDARIEDADE COM BATASUNA
DEMOCRACIA PARA EUSKAL HERRIA
DEMOCRACIA PARA GALIZA

Perante os graves factos que estám acontecendo no País Basco, com a ofensiva judicial e parlamentar do Estado espanhol contra a esquerda abertzale e a ilegalizaçom de Batasuna, o Comité Central de Primeira Linha quer fazer público o seu incondicional apoio a Batasuna e o seu absoluto rejeitamento às medidas legais impostas polo Estado espanhol. Convidamos o povo trabalhador galego a reflectir sobre as seguintes consideraçons:

1.- O Estado espanhol está a retomar umha medida que supom o quebrantamento da suposta liberdade de associaçom em que assenta o chamado "Estado de direito", com umha medida mesmo anticonstitucional. Com efeito, no artigo nº 6 da actual Constituiçom espanhola afirma-se que "Los partidos políticos expresan el pluralismo político, concurren a la formación de la voluntad popular y son instrumento fundamental para la participación política. Su creación y el ejercicio de su actividad son libres dentro del respeto a la Constitución y a la ley. Su estructura interna y funcionamiento deberán ser democráticos". Umha medida que já foi tomada noutros momentos históricos contra formaçons consideradas "separatistas" como agora acontece. Por exemplo, durante a ditadura de Primo de Rivera, para já nom falarmos do próprio franquismo.

Nom podemos deixar de denunciar a inexistência de facto no Estado espanhol da divisom de poderes, com um poder judicial ao serviço directo do Governo e um poder legislativo utilizado para melhor exterminar as opçons políticas que denunciam a natureza antidemocrática do sistema. Se a isto acrescentarmos os serviços unanimemente prestados por uns meios de comunicaçom carentes de qualquer independência ou espírito crítico, efectivos difusores da ideologia dominante, acabaremos de desenhar o lamentável estado da pseudo-democracia que a ilegalizaçom de Batasuna evidencia.

2.- Esta antidemocrática medida situa cada quem onde lhe corresponde, no que di respeito à defesa dos direitos civis mais básicos e fundamentais num Estado que se di democrático:

O Partido Popular, como herdeiro directo do franquismo, é o principal promotor da ofensiva fascista do Estado espanhol contra a dissidência política. Confirma-se a sua deriva autoritária que com certeza nom chegou ainda ao seu fim.

O PSOE, como descastado e traidor às sua ideias fundacionais, entregado à estratégia da oligarquia capitalista e nacionalista espanhola e esteio fiel da direita espanhola mais agressiva e imperialista.

Outras forças, supostamente progressistas e até nacionalistas de naçons periféricas, como no caso galego o BNG, dam mostras de umha cobardia política só comparável à sua indignidade nacional.

Apoiam a ilegalizaçom do independentismo com o único matiz de que devem ser os juízes espanhóis quem o fagam e nom o Parlamento. Nom esqueçamos que outras forças reformistas como ERC e até nada comprometidas com os nacionalismos periféricos como Iniciativa per Catalunya votárom contra e expressárom a sua oposiçom a que um Estado dito democrático poda ilegalizar partidos.

Nós, como galeg@s e independentistas, devemos tomar nota da atitude da força hegemónica do nacionalismo galego, o BNG, disposta ao que cumpra com tal de obter o reconhecimento e a integraçom por parte do antidemocrático sistema espanhol. Cada vez toma mais corpo e sentido a palavra de ordem "onte opositores, hoje repressores" aplicada a um BNG cada vez mais indigno representante do nacionalismo de esquerdas na nossa Pátria.

Queremos, portanto, deixar bem claro que nom todo o nacionalismo galego é cúmplice da agressiva política de extermínio contra o independentismo basco. A esquerda independentista galega opom-se e oporá-se frontalmente à genocida estratégia do Estado espanhol, estratégia que também o nosso movimento padece no dia a dia da prática política.

3.- Fazemos chegar, finalmente, a solidariedade d@s comunistas e independentistas galeg@s de Primeira Linha ao povo trabalhador basco e muito especialmente aos companheiros e companheiras de Batasuna. Sabemos que estes som uns momentos difíceis, mas temos a absoluta certeza de que a esquerda abertzale saberá enfrentar esta nova agressom espanhola como corresponde. Nom temos nengumha dúvida de que a vitória final será do povo trabalhador basco, que mais cedo que tarde conquistará as suas liberdades colectivas como naçom livre na Europa.

BATASUNA AURRERA!
GORA EUSKAL HERRIA ASKATUTA!
VIVA GALIZA CEIVE, SOCIALISTA E NOM PATRIARCAL!

Galiza, 27 de Agosto de 2002

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