Cumpre-se
um ano do início da invasom do Iraque polo imperialismo

20 de Março de 2004
Coincidindo com o primeiro aniversário do início da invasom do Iraque polas forças do imperialismo, George W. Bush afirmou, racista e prepotente, que "o mundo civilizado está em guerra". O fim da guerra anunciado em 1º de Maio de 2003 confirma-se falso, tendo dado passagem a umha guerra de resistência por parte do corajoso povo iraquiano, ao tempo que as organizaçons islamistas que enfrentam a nível internacional o imperialismo ocidental continuam a golpear capitais de estados envolvidos nas agressons a países árabes e mussulmanos.
Tal e como denunciou o movimento antiguerra desde o princípio, hoje nom habitamos um planeta mais seguro nem mais pacífico, e a "libertaçom" do Iraque anunciada e celebrada polos imperialistas verificou-se um autêntico pesadelo para o conjunto do povo iraquiano, que vive no meio da mais absoluta carência de serviços básicos e sob umha ditadura militar estrangeira que humilha a populaçom.
Mentiras como
a das armas de destruiçom em massa e manipulaçons como as do
Governo espanhol com motivo dos ataques do 11-M continuam a esclarecer a natureza
do poder agressor, causante de dezenas de milhares de mortes no Iraque só
no último ano, além do empobrecimento generalizado que vinha
já do bloqueio económico a que era submetido na última
década.
A estratégia de Bush e companhia, consistente em tomar posse de um
dos países mais ricos em petróleo para garantir o próprio
abastecimento e as receitas que garante o controlo desse negócio, reveleou-se
como verdadeiro objectivo, contando para isso com a cumplicidade de outros
agentes imperialistas como a Gram Bretanha e o Estado espanhol, cujas empresas
participam do reparto de benefícios. Contodo, a firme resistência
das guerrilhas patrióticas iraquianas estám a obstaculizar de
maneira importante o labor imperialista, que por sua vez tem alargado a sua
ameaça a outros países da regiom como a Síria e o Irám.
Um inquérito publicado nestes dias por "Le Monde Diplomatique" confirma que a dirigência ianque do país é aceite apenas por 2% da populaçom iraquiana, o que dá ideia do grau de legitimidade de umha imposiçom tam evidente e injusta, e mostra o longe que a intervençom ianque fica dos alegados motivos "humanitários" e "democráticos" que a teriam provocado segundo a versom da Casa Branca e de Downing Street.
O resultado da guerra de rapina tem sido a interrupçom da prestaçom de todo o tipo de serviços básicos, como a água potável, a rede eléctrica, o fim da sanidade pública e gratuita pré-existente... enquanto umha ínfima minoria goza, sim, do acesso a produtos de consumo ocidentais. Produtos de luxo e telemóveis estám presentes no Iraque para essa minoria de colaboracionistas. Quanto ao mercado de trabalho, os EUA limitam-se a fomentar o alistamento do empobrecido povo iraquiano nos corpos sipaios que tentam afogar sem êxito a resistência popular à ocupaçom do país. As forças "de segurança" montadas polos ocupantes causam pavor entre a populaçom. Violência extrema, roubos e violaçons som contínuas por parte das forças recrutadas polos ocupantes, sem respeito polos mais elementares direitos humanos. Também as tropas norte-americanas e británicas participam de um papel humilhante e extremamente violento, com assassinatos gratuitos, violaçom de mulheres e outras actuaçons brutais contra a populaçom civil.
Ante semelhante realidade, a resistência patriótica fortalece-se e golpeia sem cessar as forças ocupantes. Ontem mesmo, dous soldados ianques morrêrom na província de Al-Anbar, num ataque guerrilheiro, enquanto um novo helicóptero caiu a uns 50 quilómetros a Oeste de Bagdad, atacado por patriotas iraquianos.
É neste contexto que se convocam as mobilizaçons internacionais em demanda do fim da ocupaçom e em defesa dos direitos nacionais iraquianos e palestinianos, que de Primeira Linha em Rede apoiamos incondicionalmente. Nos próprios EUA fôrom detidas 18 pessoas durante a manifestaçom decorrida com esse motivo nas ruas de Sam Francisco. Também na Europa haverá hoje mobilizaçons contra a ocupaçom imperialista. Na Galiza som várias as concentraçons convocadas para hoje, que esperamos sejam bem sucedidadas e permitam continuar avançando na luita antiimperialista. Para tal, é imprescindível mantermos o nosso apoio à resistência heróica do povo iraquiano, verdadeira vanguarda da resistência antiimperialista em tempos de fascistizaçom do regime capitalista mundializado.