A Galiza com os povos do mundo contra o imperialismo e a guerra

20 de Março de 2004

A jornada do dia 20 de Março, aniversário do início da agressom genocida contra o Iraque que um ano depois continua, viveu manifestaçons em todo o Planeta contra o imperialismo e a guerra.

Na Galiza, Compostela, Vigo, Lugo, Ponte Vedra, Ponte Areas, Ferrol e Ponferrada vivêrom concentraçons e manifestaçons com milhares de galegos e galegas nas ruas a reclamarem a retirada das tropas imperialistas do território iraquiano. A autodeterminaçom dos povos, os direitos do povo palestiniano e a solidariedade internacionalista enchêrom as ruas da Galiza neste 20 de Março. "Galiza di nom à invasom", "As vossas guerras, os nossos mortos", "nom mais sangue por petróleo" fôrom algumhas das palavras e ordem mais repetidas. @s manifestantes na Galiza lembrárom também como o Afeganistám, a Palestina e a Chechénia som também vítimas "das maquinarias de guerra de estados belicosos, imperialistas e belicistas".

Em Vigo decorreu a maior manifestaçom galega. 15.000 pessoas marchárom polas ruas do centro da cidade exigindo a retirada das tropas invasoras espanholas. A multitude partiu do cruzamento de Urzaiz com a Gram Via e chegou até a Porta do Sol. Em Compostela e nas outras cidades, centenas de galegos e galegas participárom em concentraçons contra a guerra, que encerrárom a jornada internacionalista com o canto do nosso Hino Nacional. A esquerda independentista participou nas diversas mobilizaçons, com faixas próprias de diversas entidades do MLNG (NÓS-UP, AMI, AGIR,...) em defesa da autodeterminaçom dos povos e contra o imperialismo.

No caso da capital da Galiza, quase um milhar de pessoas partiu da praça do Toral em Manifestaçom atrás da faixa da comisssom comarcal das Bases Democráticas Galegas, que tinha convocado juntamente com diversas organizaçons sociais, sindicais e políticas. Autoexcluiu-se da mobilizaçom um grupo reduzido vinculado à chamada "Coordenadora Galega pola Paz", que recusou ceder o seu pretenso protagonismo, ficando na praça enquanto o grosso de manifestantes marchava por diversas ruas do centro da cidade. Antón Dobao leu o manifesto final em representaçom da comissom comarcal das Bases Democráticas Galegas, convocante da manifestaçom compostelana.

Em Ponte Vedra a manifestaçom reuniu 2.500 pessoas, participando também membros da comunidade imigrante marroquina da cidade. Em Lugo, quase 1.000 pessoas manifestárom-se polo centro da cidade. Em Ferrol, por volta das 300 pessoas concentrárom-se na praça do Cantom. Em Ponte Areas, a Plataforma pola Paz concentrou umhas 150 pessoas, participando NÓS-UP com faixa própria com a legenda "Capitalismo é terrorismo: nom à guerra".

Também no resto do mundo, esta jornada voltou a levar centenas de milhares de pessoas às ruas contra o imperialismo. Em Portugal, o Porto e Lisboa vivêrom mobilizaçons aintiimperialistas. Na capital portuguesa, 5.000 pessoas percorrêrom as ruas entre o Largo Camões e a Praça do Município, protestando contra a implicaçom do Governo da direita na agressom contra o povo iraquiano e reclamando a retirada do contingente da GNR presente no Iraque. A multitude coreou palavras de ordem como "Aznar já lá vai, Durão vai a seguir!", "25 de Abril sempre, fascismo nunca mais".

Já nas ruas do Porto, centenas de pessoas manifestárom-se também contra a guerra, numha acçom promovida polo Movimento pola Paz.

Na Catalunha, a maior manifestaçom decorreu em Barcelona, com 150.000 pessoas a encher as ruas da cidade contra a guerra. No País Basco, 5.000 pessoas marchárom em Bilbau, havendo também mobilizaçons em donóstia e Gasteiz. Sevilha, na Andaluzia, foi outro ponto da Península em que milhares de pessoas reclamárom o fim da ocupaçom e a guerra, bem como a capital espanhola, Madrid.

Em Roma, dezenas de milhares participárom na jornada de luita internacional, enquanto na capital británica, Londres, fôrom 100.000 pessoas a exigirem a retirada do exército desse Estado do país árabe. 10.000 pessoas saírom às ruas em Paris e 3.000 em Bruxelas.

Nas Filipinas, Dinamarca, Tailándia, Hong Kong, Austrália, Japom e os Estados Unidos vivêrom-se também importantes mobilizaçons de massas contra a guerra imperialista. Em Sidney fôrom 2000 pessoas, na capital do Japom 30.000 a exigirem a retirada das tropas japonesas, e 120.000 em todo o país, enquanto nos Estados Unidos fôrom convocadas centenas de manifestaçons, registando-se detençons nalgumhas delas, como as 18 pessoas presas em Sam Francisco. As maiores manifestaçons fôrom em Nova Iorque, com 50.000 pessoas, Chicago e Sam Francisco. No Cairo, 3.000 pessoas desafiárom a pressom policial e percorrêrom o centro da capital egípcia contra a guerra, com bandeiras do Iraque, da Palestina, e retratos do Che Guevara. Em Ammám, capital da Jordánia, fôrom também milhares de pessoas que marchárom em solidariedade com o povo iraquiano.

 

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Em Compostela, as Bases Democráticas Galegas convocárom centenas de pessoas
Manifestaçom em Lisboa
Detençons nas mobilizaçons norte-americanas
15.000 pessoas marchárom na maior mobilizaçom das acontecidas na tarde do 20 de Novembro na Galiza
Quase 1.000 pessoas na manifestaçom de Lugo
Também em Ponte Vedra saírom milhares de galegos e galegas às ruas contra a guerra