A resistência trabalha na unificaçom política numha Aliança Patriótica Iraquiana

27 de Janeiro de 2004

A Aliança Patriótica Iraquiana (API) participou num encontro organizado polo movimento antiguerra francês em Paris. O seu representante, Al Koubeissi, explicou a funçom da Aliança na procura de unificar numha frente política de carácter patriótico e unitário o conjunto do movimento de libertaçom nacional iraquiano.

Al Koubeissi chegou de Fallujah para dar a conhecer na Europa o estado actual da luita patriótica no Iraque contra as forças imperialistas e a ditadura militar imposta polos EUA no seu país.

O representante político da resistência iraquiana achegou alguns dados que dam ideia da dimensom da agressom imperialista e explicam a crescente força das guerrilhas patrióticas:

Milhares de casas fôrom destruídas polos bombardeamentos e operaçons punitivas do Exército norte-americano.

As prisons civis multiplicam-se, elevando-se a 182 mil pessoas (das quais umha parte foi libertada).

Existem actualmente 42.488 presos, dentre os quais 543 mulheres e 917 crianças.

Houvo 512 torturados e mortos, 920 mutilados.

2000 mulheres fôrom violadas polo exército de ocupaçom.

550 crianças vítimas de abusos sexuais, em particular por GIs.

Os roubos de bens do Estado elevam-se a 22 mil milhons de dólares.

1350 peças de museu fôrom roubadas.

75% da populaçom está no desemprego.

Os cortes de electricidade som diários.

Em Março de 2003 umha garrafa de gás custava 175 dinares. Agora custa 9.000.

O litro de gasolina custava 20 dinares, hoje custa 750.

Há entre 45 a 60 operaçons militares diárias da resistência contra o exército de ocupaçom.

O exército americano utiliza a aviaçom, mísseis de grande alcance, blindados pesados e ligeiros para aterrorizar a populaçom.

As perdas do exército ianque som importantes: 457 mortos; 2273 feridos em combate: 11 mil feridos e evacuados; 3500 deserçons; 1799 depressons; 56 suicídios.

A prisom de Saddam Hussein, que nom exercia nenhuma funçom de comando, criou umha forte amargura na populaçom, mas dissipou toda ambiguidade. Hoje as forças baathistas aproximam-se dos demais resistentes.

Al Koubeissi pensa que a frente da resistência iraquiana será proclamada em breve. Procura-se um programa cujos objectivos serám: expulsar o ocupante e os seus acólitos, a constituiçom de um governo unificado com todas as correntes de opiniom, umha constituiçom em que nom haja discriminaçom entre os cidadaos.

Em relaçom à atitude dos comunistas iraquianos, considerou que "o PCI oficial dança com Bremer". Os seus quadros intermediários oponhem-se ao ocupante. Os seus militantes de base apoiam a resistência.

Al Koubeissi lançou um apelo às forças populares da Europa. "Aqueles e aquelas que som verdadeiramente pola paz e pola justiça nom podem ficar neutros. Eles devem aceitar o nosso direito à autodeterminaçom. Combateremos até que nossa pátria seja livre, é o nosso direito e o nosso dever".

Informaçom tirada de resistir.info

 

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