Investigaçom independente sobre o Iraque e as armas de destruiçom em massa poderia prejudicar reeleiçom de Bush

1 de Fevereiro de 2004

Umha investigaçom independente sobre as armas de extermínio em massa, pretexto usado para a invasom do Iraque, poderia prejudicar a reeleiçom de Bush, noticiou a agência de imprensa cubana Prensa Latina.

Vários funcionários da administraçom recusárom-se a umha investigaçom que poderia servir de arma para a campanha da oposiçom democrata, durante as eleiçons ianques deste ano.

Sendo maioria no Congresso, é difícil que os republicanos permitam que alguém, fora da administraçom, realize uma investigaçom, até os inspectores no Iraque nom concluírem um trabalho que, sem dúvida, é a longo prazo e nom acabará até 2 de Novembro.

A conselheira da Segurança Nacional de Bush, Condoleezza Rice, afirmou à rede de televisom CBS que, quando tiverem uma análise completa que lhes permita comparar o que eles sabiam quando fôrom lá com o que sabem agora, talvez seja hora de fazer umha investigaçom.

Os depoimentos da Rice evidenciam as pretensons de Washington de adiar quanto tempo for possível uma investigaçom que poderia prejudicar seriamente os planos de reeleiçom de Bush.

Além do mais, o porta-voz presidencial Scott McClellan pujo em claro que nom haverá investigaçom até o grupo de peritos nom concluírem a busca no Iraque.

Decerto, este assunto poderia se tornar num escándalo, do qual Bush se afasta e quem já nem fala da certeza de achar armas de extermínio em massa no Iraque.

A situaçom para a Casa Branca tornou-se mais complexa com os depoimentos do ex-chefe do grupo de peritos que procuram armas no Iraque, David Kay, que assinalou que é improvável que achem indícios da existência de um arsenal proibido.

O próprio Kay exigiu realizar umha investigaçom independente a respeito do que qualificou de erro de raciocínio de alcance universal.

A opiniom pública e a oposiçom criticam o governo republicano com argumentos tais como o de ter recebido informaçom errada dos serviços secretos, bem como de ter manipulado esta para justificar a guerra.

Mesmo o Congresso dos Estados Unidos confirma já a falsidade dos informes sobre armas proibidas no Iraque, assegurando, numha investigaçom sobre o tema, que a informaçom dos serviços de inteligência ianques estivo baseada em informes desactualizados e comunicaçons interceptadas.

Comités de ambas as cámaras dos Estados Unidos investigárom o papel das agências de inteligência na manipulaçom do caso iraquiano para justificar a guerra, segundo informa o diário estado-unidense The Washington Post. A investigaçom revelou que a CIA (Agência Central de Inteligência) acreditou em informaçom desactualizada e circunstancial, assim como em imagens de satélite e comunicaçons interceptadas para opinar e emitir ditames sobre a existência de armamento de destruiçom em massa no Iraque, concluindo que a CIA fracassou em detectar que o Iraque nom possuia armas químicas, biológicas ou nucleares, nem um plano para desevolvê-las.

E no Reino Unido tambem o Parlamento está a investigar as informaçons sobre armas no Iraque. Na próxima segunda-feira o Primeiro Ministro británico, Blair, será interrogado por um comité parlamentário a propósito desse tema. Blair empregara os informes sobre armamento iraquiano como motivo central para apoiar e acompanhar aos USA na invassom do país árabe.

O ex-chanceler británico Robin Cook, declarou que Blair "deve admitir que a informaçom sobre as armas iraquianas foi um erro gravíssimo". "É vergonhento ver como Blair ainda quer negar a realidade", declarou Cook, acrescentando que Blair deve admitir "de umha vez por todas" que se equivocou.

Enquanto isso, a resistência iraquiana continua com a sua estratégia de nom só atacar os invasores, mas também as instituiçons civis e militares que cooperarem com eles.

Desde 10 de Maio do ano passado, quando o presidente George Bush declarou o fim dos principais combates no Iraque, mais de 300 polícias iraquianos morrêrom em tiroteios, atentados à bomba ou ataques suicidas, conforme dados do Ministério do Interior do Iraque.

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