Trascende que Aznar telefonou pessoalmente para directores de jornais acusando a ETA dos ataques do 11-M

17 de Março de 2004

Segundo reconheceu o director do El Periódico de Cataluña, Antonio Franco, José María Aznar telefonou logo a seguir das explosons de Madrid afirmando taxativamente terem sido obra da ETA. Os telefonemas de Aznar a diversos directores de meios de comunicaçom repetírom-se ao longo do dia, e afirmavam nom haver qualquer dúvida sobre a culpabilidade da organizaçom armada basca.

As primeiras ediçons dos jornais da tarde partírom das "informaçons" presidenciais para repetirem acriticamente a proclama eleitoral do PP. Os grandes títulos dos meios de comunicaçom enchêrom as capas com acusaçons sem mais fundamento que as batoteiras afirmaçons de Aznar e as agências dependentes do Governo espanhol.

Nessa altura, o Governo espanhol já conhecia a apariçom da carrinha com detonadores e textos coránicos na zona em que os activistas islámicos subírom aos comboios, informaçom que, como as que progressivamente fôrom surgindo, se atrasárom o mais possível para ganhar tempo em favor da campanha do PP.

Já no dia 13, com a detençom de manhá de vários presumíveis membros da célula atacante, o Governo continuou a ocultar a informaçom até que as ruas começárom a encher-se de milhares de pessoas a exigirem informaçom, ante as sedes do Partido Popular.

De outra parte, o Governo espanhol tivo que enviar ontem umha carta de desculpa à ONU ante os protestos da instituiçom multinacional, enganada também polas pressons espanholas para que o documento de condena das acçons contra os comboios madrilenos incluísse umha acusaçom contra umha organizaçom totalmente alheia aos factos, como de facto resultou ser a ETA.

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