Ministro checheno no exílio denuncia que exército russo matou 308.000 civis na Chechénia durante a última década

27 de Março de 2004

Usman Ferzaouli, ministro checheno dos Negócios Estrangeiros no exílio, denunciou o "genocídio silencioso" que o Estado russo está a aplicar na última década ante a cumplicidade criminosa da chamada "comunidade internacional", que nom mexe um dedo ante a destruiçom do país e a morte de 308.000 civis sob as armas do imperialismo russo.

Isso significa que mais de 28% da populaçom morreu na guerra de extermínio protagonizada pola Rússia contra um povo de por volta de 1.000.000 de habitantes.

Outras fontes mais "optimistas" falam de 70.000 civis mortos desde o ano 1994 em que a Rússia iniciou a guerra imperialista contra os afáns independentistas chechenos, tendo agudizado as agressons e assassínios em massa a partir da nova ofensiva de 1999.

Na actualidade, um exército ocupante de 150.000 efectivos e as mais modernas armas de guerra submete um povo de pouco mais de 700.000 pessoas, num território arrasado polos bombardeamentos e uso de todo o tipo de armamento contrainsurgente.

Como mostra do abandono a que os grandes estados capitalistas submetem o martirizado povo checheno, só nos últimos três anos fôrom denunciados quase 10.000 casos de ataques flagrantes contra os direitos humanos na Chechénia, tendo sido a maior parte deles ignorados. Dentre esses 10.000 casos, por volta dos 2.000 som denúncias por pessoas que fôrom "desaparecidas" por parte das forças armadas federais russas, que praticam execuçons extrajudiciais de maneira tam habitual como impune.

As denúncias costumam bater com a censura russa, que conta com a cumplicidade dos organismos internacionais, de maneira similar a como o Estado sionista de Israel pratica o terrorismo contra o povo palestiniano graças à permissividade, quando nom colaboraçom, das potências ocidentais.

Igual que no caso da Palestina, as instituiçons internacionais limitam-se a condenar o que chamam "terrorismo checheno", em referência à resistência patriótica que de maneira desesperada e precária luita contra os genocidas que destroem o seu país e matam o seu povo com o mais moderno e letal armamento.


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