"PP assassino", "Ilegalizar o Partido Popular", clamor de milhares de galegos e galegas ante as sedes do PP na Galiza. Queimada a sede em Culheredo

14 de Março de 2004

A jornada de ontem viveu umha "reflexom activa" nas cidades e vilas da Galiza, com concentraçons em Ourense, Lugo, Vigo, Ferrol, Compostela, Ponte Vedra, na Corunha e Ponte Areas. Em Vigo fôrom mais de 2.000 as pessoas concentradas ante a sede do PP, impedindo que a presidenta da Cámara, Corina Porro, pudesse abandonar o local. Em Compostela, dous milhares de pessoas concentrárom-se ante o Parlamento autónomo para exigir o fim da manipulaçom do Governo espanhol, com destacada presença de pessoas ligadas a Nunca Mais. 1.500 marchárom polas ruas de Ponte Vedra seguindo a iniciativa da esquerda independentista, atrás de umha faixa com a legenda "PP assassino". Outro meio milhar de manifestantes concentrárom-se ante a sede da Junta da Galiza em Ferrol. Meio milhar mobilizárom-se em Ourense e outras tantas pessoas em Lugo. Em Ponte Areas, umha centena de pessoas manifestárom-se por toda a vila acabando concentradas ante a sede do PP, tendo saído grupos de extrema direita ligados ao PP para fazer frente às pessoas concentradas. Nesta vila foi a esquerda independentista que promoveu a mobilizaçom contra o PP, somando-se outros sectores, mas ficando autoexcluído o BNG. Também em Ponferrada, um grupo de pessoas protestou ante a sede do PP.

Nas diversas mobilizaçons fôrom coreadas todo o tipo de palavras de ordem contra o PP e a guerra, exigindo-lhe responsabilidades polas centenas de mortes de Madrid e exigindo o fim da manipulaçom. "Ilegalizar o Partido Popular", "a guerra é vossa, os mortos nossos". Nas faixas de cabeça de Ponte Areas e Ponte Areas, achegadas pola esquerda independentista, umha legenda eloqüente: "PP assassino".

Segundo informam hoje diversos meios de comunicaçom, a sede do Partido Popular foi destruída por um incêndio na madrugada de hoje, dentro da jornada de ira popular contra quem nos meteu numha guerra genocida, provocando a resposta árabe do 11-M em Madrid, e manipulou indecentemente a informaçom. Lembremos que outras sedes do PP tinham sido já queimadas na Galiza durante as jornadas de protesto pola catástrofe do Prestige.

Em Madrid, começou sendo umha centena de pessoas e acabárom sendo mais de 3.000. A falta de iniciativa dos partidos da "oposiçom responsável" achou resposta nos sectores populares que decidírom dar um passo à frente em plena jornada de reflexom. "Nom nos representam", "Ilegalizar o Partido Popular", "televisom, manipulaçom", "as bombas do Iraque, já estám em Madrid", e outras palavras de ordem som gritadas pola multitude em pleno centro da capital de Espanha. Também noutras cidades do Estado espanhol estám a decorrer iniciativas populares semelhantes, que deixam a nu o vergonhoso papel da totalidade de partidos do Regime, que dérom cobertura ao PP desde o mesmo momento em que aconteceu o brutal ataque do dia 11 de Março.

Em Gijom, meio milhar de pessoas concentrárom-se também ante a sede do Partido Popular, igual que noutros pontos do Estado espanhol. Em Barcelona, mais de 3.000 pessoas manifestárom-se ante a sede catalá do PP. Bilbau, Sevilha, Valência e outros lugares do Estado espanhol registárom também concentraçons semelhantes.

Nengum partido do Regime assumiu as concentraçons nem aderiu oficialmente a elas, mantendo assim o eleitoralismo como único objectivo do seu agir político e virando as costas aos sectores mais conscientizados do povo. O BNG desmarcou-se e mostrou o seu incómodo ante a iniciativa popular contra o PP. O PSOE também condenou as concentraçons, afirmando o seu porta-voz, Pérez Rubalcava, que eles "nunca convocarám concentraçons ante sedes de partidos democráticos". Mariano Rajo exigiu a dispersom dos manifestantes, acusando de "antidemocráticas" as concentraçons diante das sedes do PP.

A esquerda independentista galega, polo contrário, aderiu desde o primeiro momento às mobilizaçons realizadas na Galiza, de acordo com a sua denúncia da intoxicaçom e as mentiras do PP, dos meios de comunicaçom e o seguidismo do PSOE, BNG, IU e restantes partidos do sistema.

 

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Imagem da mobilizaçom popular na capital da Galiza
Estado em que ficou a sede eleitoral do Partido Popular no Concelho de Culheredo