Exército espanhol pede por carta colaboraçom e contributos para a campanha militar

18 de Janeiro de 2004
O exército espanhol, integrante das forças de ocupaçom imperialistas no Iraque, está a enviar cartas a diversas ONGs (Organizaçons Nom Governamentais) do Estado espanhol pedindo colaboraçom e contributos para a sua campanha militar contra a soberania do país árabe, sob o argumento da "ajuda humanitária". A carta, enviada polo Tenente Coronel Victor Carrillo Hontória, Chefe de Asuntos Civís da Brigada Multinacional "Plus Ultra", em que se enquadra o contigente do exército espanhol destinado no Iraque, tem data de 8 de Janeiro, e foi enviado desde Ad Diwaniyah, base das forças de invasom espanholas naquele país.
A seguir, reproduzimos trechos desse documento, destacando, para além da linguagem falsa e hipócrita empregada, o fragmento em que lembra às ONGs que recebêrom o pedido que no caso de aceitarem a proposta realizada polo exército, só devem fazer "uso dos seus habituais contactos", o que evidencia que a colaboraçom entre ONGs e exército espanhol é cousa comum e corrente. De nom ser assim, nem o exército teria enviado esta carta.
Di o Tentente Coronel, em espanhol no original:
"Dirijo-me a vocês como Chefe de Assuntos Civis da Brigada Multinacional "Plus Ultra" II, liderada por Espanha, e despregada nas províncias iraquianas de An Najaf e Ad Diwaniyah.
(...) A nossa missom nesta terra é contribuir para a estabilizaçom e segurança do país, bem como colaborar na sua reconstruçom, garantindo o funcionamento doas subministraçons básicas.
(...) A populaçom civl que reside na nossa área, cifrada em mais de um milhom de pessoas, sofre penúrias que fam necessário e urgente a chegada e distribuiçom de ajuda humanitária para mitigar o sofrimento humano, muito amplo e visível na nossa zona. (...) A Brigada pretende reduzir esta ausência de gestom humanitária (por parte das ONGs) tam fundamental (...) pondo em marcha um procedimento gerido polo Exército de Terrra, que facilite a sua colaboraçom do nosso país. Tam só necessitamos que as suas ONGs fagam uso dos seus habituais contactos e nos fagam chegar os contributos que a nossa generosa naçom (refire-se ao Estado espanhol, claro) leve a cabo".
Depois de lembrar o material mais necessário (roupa, alimentos nom perecedouros, cobertores, material sanitário, etc...), lembra que " a entrega destas doaçons seria pública, teria um refelxo na imprensa local, e tentaríamos que também o figesem os meios de comunicaçom espanhóis. Pola nossa parte, remeteríamos umha reportagem fotográfica da entrega".
E acaba agradecendo
a colaboraçom que podam dar, para "devolver a estas terras as
alegrias que desde há mais de dous mil anos nos trouxérom a
nós, de crianças e por estas datas, os seus Reis Magos".