20.000 pessoas manifestam-se no País Basco contra a tortura aplicada polo Estado espanhol nos últimos 25 anos

15 de Fevereiro de 2004

20.000 bascos e bascas saírom às ruas de Donóstia para exigirem o fim da prática das torturas por parte das instituiçons do Estado espanhol. Carrinhas de polícias autonómicos antidistúrbios acompanhárom de perto a grande manifestaçom, que coreou palavras de ordem como "a eles, a Lei Antiterrorista", "ez, ez, ez, torturarik ez", "aqui sim se tortura como na ditadura", "zipaioek ere torturatzen dute".

Leire Gallastegi e Anika Gil, duas bascas que sofrêrom tortura por parte das forças repressivas espanholas, lêrom o comunicado final, salientando os 25 anos de Constituiçom espanhola, tempo em que a tortura tem sido "maquilhada, apurada, aperfeiçoada por um sistema de "mais do mesmo". 25 anos de guerra suja, brutalidade e negaçom contra Euskal Herria". A respeito da chamada Transiçom, afirmárom que "sabíamos que com aquilo nom se resolvia a situaçom. Éramos conscientes de que as prisons haviam de encher-se novamente e que seriam centenas as denúncias por torturas".

Anika Gil e Leire Gallastegi falárom também dos "sentimentos desgarradores de bascos e bascas que enchem demandas, depoimentos, pregos que ficam sobre as mesas dos novos tribunais espanhóis", lembrando que a posiçom governativa espanhola tem sido sempre a mesma: a negaçom sistemática de umha realidade mais do que evidente e com numerosas provas documentais que nom servem para apurar responsabilidades.

"Querem tapar a miséria, a putrefacçom do seu sistema com audiências, leis antiterroristas constitucionais, espaços opacos para interrogatórios selvagens e flamantes protocolos de actuaçom policial".

 

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