Intensa
actividade guerrilheira fai treze mortos entre ocupantes e sipaos no Iraque

23 de Janeiro
de 2004
Um comandante
da Guarda Civil espanhola ficou irreversivelmente ferido de um tiro na cabeça
quando ocupava umha escola rural à procura de insurgentes. Trata-se
de Gonzalo Pérez García, quem, segundo lembrou o diário
basco Gara, foi processado, sendo tenente, durante as pesquisas pola morte
de um jovem independentista basco, Mikel Zabalza, cujo cadáver aparecera
no rio Bidasoa após ter sofrido duras torturas no quartel de Intxaurrondo
(Donóstia).
O comandante
espanhol fazia parte de um operativo contra-insurgente, e foi atingido na
cabeça quando perseguia um veículo conduzido por membros da
resistência patriótica iraquiana, em Nasirija.
Nom foi essa
a única baixa impingida pola guerrilha iraquiana às forças
imperialistas nas últimas horas. Até 13 membros das forças
ocupantes e do colaboracionismo iraquiano caírom sob o fogo insurgente.
Polícias, militares e empregados a soldo das forças de ocupaçom
fôrom vitimados em Baquba, Mosul, Faluja e Habbanijah. Além disso,
três militares ianques ficárom feridos ao explodir umha bomba
à passagem de um grupo de veículos perto de Mosul, e seis soldados
das forças sipaias iraquianas morrêrom também em acçons
da resistência. Deve-se ainda acrescentar a morte de três mulheres
iraquianas empregadas numha base estado-unidense.
No dia 21 de
Janeiro fôrom dous soldados ianques os mortos em ataques com morteiros,
em Baquba, ficando um terceiro em estado crítico. No mesmo ataque,
diversos veículos militares norte-americanos ficárom destruídos.
Ante o avanço
da luita guerrilheira, a chamada "Autoridade Provisória da Coligaçom",
quer dizer, a administraçom ocupante imposta polos EUA, aprovárom
a articulaçom de corpos paramilitares formados por iraquianos para
protecçom da segurança nas redondezas do oleoduto que une Kirkuk
com Ceihan, no Norte do país. Esse oleoduto está fechado devido
às contínuas sabotagens da resistência. As forças
imperialistas pretendem situar cinco paramilitares por quilómetro de
oleoduto, com um custo mensal por quilómetro de 450 dólares.
A crescente proliferaçom
de forças paramilitares organizada pola ditadura militar estrangeira
nom está evitando que as guerrilhas patrióticas causem importantes
danos e evitem o domínio do país por parte do imperialismo.