Nom à liquidaçom do movimento popular
HÁ QUE CONTINUAR NA RUA DENUNCIANDO OS RESPONSÁVEIS DO PRESTIGE

Cumpre-se um ano desde o início de um dos maiores atentados contra o meio, os sectores produtivos e a dignidade do povo galego; um ano que serviu ao capitalismo espanhol, através do PP, para consumar o seu projecto de quarta reconversom da economia galega nas últimas duas décadas: reconverteu-se a indústria naval, golpeou-se a produçom láctea e despovoou-se o agro, restringiu-se a margem de acçom da nossa frota pesqueira e toca agora, com um país que apresenta os índices de bem-estar mais baixos da Europa, rematar o labor de sobre-especializaçom no sector serviços e culminar o grande plano de infraestruturas energéticas e de transporte que nos una bem unidos com a Espanha que nos rouba. O Plan Galicia, essa farsa que vende como novos uns 70% de projectos que já idearam os oligarcas de sempre, recolhe e sintetiza a ideia que na metrópole tenhem do nosso país.

No entanto, os responsáveis pola crise continuam nos seus postos de privilégio; desconhecemos os efeitos reais do chapapote aqui e agora na nossa saúde e sabemos que um barco carregado de veneno continua perto das nossas costas a verter diariamente chaPPapote. Paradoxalmente, a massiva expressom de auto-organizaçom e ira colectiva do passado ano converteu-se num cepticismo paralisante: as ruas esvaziárom-se, os politiquinhos voltárom a convencer a gente de que todo é questom de votos, os sensatos conselheiros de sempre recomendárom nom seguir as directrizes dos radicais, e o Nunca Mais, de tanto significado ontem, é mais um souvenir turístico que compram @s turistas nas ruas da nossa capital.

É tempo de chegar a certas conclusons e continuar com os ánimos do primeiro dia na rua e na luita:

-O Governo espanhol e a sucursal autonómica nada conseguírom: o nosso meio e a nossa economia continuam ameaçadas e um porvir de subsídios, emigraçom, precarizaçom e empobrecimento do povo trabalhador galego é o que teremos sem combate decidido e sem vacilaçons contra este estado de cousas.

-O Plan Galicia e a sua réstea de promessas de autovias de chapapote, infraestruturas energéticas, turistificaçom e portos desportivos é mais colonizaçom para a Galiza do seculo XXI. Espanha é a nossa ruína.

-Quem utilizárom o movimento popular para deitar contas de votos e governar umha autonomia cativa que é incapaz de afrontar problemas como estes (nem depende dela o controlo das nossas costas e recursos marítimos, nem fala com voz própria na Europa) refreárom a vaga de indignaçom popular quando vírom que o povo podia ir diante deles. @s mesm@s que impedírom a entrada das organizaçons unitárias independentistas em Nunca Mais fôrom -que acaso- @s que asfixiárom a movimentaçom de massas porque era o tempo, diziam, de trocar os monecos do mesmo guinhol. O BNG instrumentalizou e manipulou, do braço do PSOE e da "esquerda espanhola", o movimento de massas para capitalizá-lo eleitoralmente. Se bem logrou liquidá-lo, nom conseguiu enganar as dezenas de milhares de galeg@s que optamos por nom votar em Maio em nengumha das forças políticas do regime.

-A esquerda independentista participou todo ao longo do ano na dinámica mobilizadora, insistindo em que nom estamos ante um problema de incompetência e sim de dependência; de falta de previsom e sim da lógica capitalista; em que cumpriam espaços de trabalho a partir da base desde os que o nosso povo reivindicasse o que via justo, longe de cúpulas, pactos e prebendas. Ainda que nom se conseguiu evitar a decadência programada do movimento de massas, hoje a Galiza rebelde é mais forte, mais corajosa e menos tímida do que há um ano. A luita de massas serviu a muit@s para saber que neste enquadramento jurídico-político e no sistema sócio-económico capitalista, que só procura benefícios imediatos para uns poucos, nom há futuro. Milhares de galeg@s pedírom, com a esquerda independentista, a ilegalizaçom do Partido Popular, a demissom e prisom dos culpados... e secundárom a palavra de ordem Com Espanha Nunca Mais.

-A Galiza está hoje mais golpeada e enfraquecida do que há um ano; a situaçom do nosso povo trabalhador é mais ameaçadora. Mas as condiçons para a auto-organizaçom e a luita som melhores do que antes.

NÓS-UP fai um chamado a todos os sectores conscientes do povo trabalhador, organizados ou nom, conscientes de que nom há razom para o ponto e final, a continuar a mobilizaçom e a denúncia dos responsáveis.

Demissom e prisom para os responsáveis pola maré negra!
Com Espanha nunca mais!
Viva Galiza ceive, socialista e nom patriarcal!


Galiza, 16 de Novembro de 2003



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