O grito de desesperaçom dum povo


Mais de 250 mil pessoas colapsárom o Domingo 1 de Dezembro no que sem lugar a dúvidas foi a maior manifestaçom celebrada na Galiza. As portagens das autoestradas tivérom que ser abertas para suavizar os engarrafamentos quilométricos provocados nas entradas de Compostela polas dezenas de milhares de automóveis que pretendiam aceder à capital da Galiza.

Umha maré humana desafiou a chúvia para reivindicar imediatas soluçons à catástrofe ecológica e sócio-laboral que assola as nossas costas.
"PSOE, PP, a mesma merda é ", "A culpa de quem é?: Do governo do PP", "Governo demissom"; fôrom as palavras de ordem mais escuitadas.

As facilidades concedidas polos convocantes para a participaçom do PSOE na cabeça da manifestaçom nom fôrom aceitadas polas dezenas de milhares de trabalhadoras/es e jovens que recriminárom e increpárom Rodríguez Zapatero, que após ver-se submetido a umha constante apitadela e ser atingido por ovos, tivo que abandonar a manifestaçom.
A faixa que portava o PSOE foi literalmente arrancada por dúzias de manifestantes independentistas que expulsárom sem contemplaçons os deputados, concelheiros e
dirigentes deste partido da mobilizaçom.

O MLNG participou activamente na manifestaçom embora a sua presença foi vetada polas organizaçons políticas, sindicais,... da plataforma Nunca Mais. Vários centos de militantes e simpatizantes da esquerda independentista percorrêrom as ruas detrás das faixas de NÓS-UP, AMI e AGIR. Dúzias de bandeiras da Pátria, vermelhas e lilás com o escudo nacional eram portadas pol@s manifestantes.

Bancos, companhias de seguros e lojas multinacionais fôrom "decoradas" com petróleo e fuel-oil lançado pol@s manifestantes assim como por pintadas indicando os culpáveis.
Na Praça da Galiza foi queimada umha bandeira espanhola entre gritos de "Espanha é a nossa ruina". Unidades antidistúrbios da policía espanhola protegiam entre grandes medidas de segurança as instalaçons do Parlamento autonómico.

Simultaneamente ao desenvolvimento da manifestaçom, no Ensanche tivérom lugar confrontos entre grupos de encapuzad@s e as unidades policiais espanholas, ademais vários bancos fôrom atacados com cocteis molotov. Como resultado destes incidentes foi detido Rubém Lopes Quintáns, militante da AMI. Após passar polos julgados foi libertado sob a acusaçom de danos e desordens públicas.

Primeira Linha quer transmitir os parabéns ao Povo Trabalhador Galego por ter manifestado massivamente a indignaçom colectiva perante a catástrofe nacional provocada polo capitalismo e as autoridades espanholas.