O Governo municipal de Compostela (PSOE-BNG) proíbe o concerto contra a guerra organizado por AGIR
10 de Abril de 2003

A iniciativa do diário da extrema direita compostelana, El Correo Gallego, o alcaide de Compostela confirmou a sua pretensom de proibir a celebraçom de um concerto contra a guerra imperialista previsto para o dia 11 e que já contava com a licença e demais requisitos legais cobertos.

Tal e como já informamos, El Correo Gallego activou umha campanha exigindo a proibiçom do concerto devido a que no repertório dos grupos musicais participantes "se arremete contra Espanha" e "se fai apologia da independência". Também acusava El Correo Gallego de "vándalos" os e as estudantes independentistas de AGIR, e pedia abertamente a suspensom da iniciativa musical contra a guerra.

O Governo municipal semelha diposto a impedir as actividades LEGAIS da esquerda independentista e acabar assim com a dissidência política na capital da Galiza, algo que dificilmente conseguirá a julgar polo avanço das posiçons independentistas em Compostela.

Como afirmou a própria AGIR, nom há nengum motivo para a suspensom da licença inicialmente concedida. Nem AGIR é ilegal, nem as letras dos grupos respondem mais que à liberdade de expressom que os sócios de governo PSOE e BNG querem espezinhar mais umha vez.

Esperamos que finalmente nom poda cometer-se semelhante despropósito mas, em todo o caso, fica de novo em evidência o talante da "alternativa de governo progressista" que BNG e PSOE dim representar frente ao fascismo do PP.


El Correo Gallego reclama nas suas páginas a suspensom do concerto contra a guerra organizado por AGIR
9 de Abril de 2003

O jornal vozeiro do PP em Compostela, El Correo Gallego, publica hoje umha notícia em que difama gravemente a organizaçom estudantil independentista AGIR, reclamando ao Governo municipal de Compostela a suspensom do concerto previsto para a sexta-feira. Estamos ante um novo episódio tam evidente como inaudito de caça às bruxas que pom de relevo a deterioraçom dos mais elementares direitos democráticos por parte do Estado espanhol e as suas instituiçons.

O panfleto difundido por El Correo Gallego com formato de notícia inserida no próprio jornal, afirma, em perfeito espanhol, que "sob a roupagem dum acto cultural de solidaridade com o povo iraquiano", o concerto organizado por AGIR servirá para "fazer apologia da independência". Quer dizer, os fascistas de El Correo Gallego dam a entender que a reclamaçom do direito à independência seja um delito, o que de resto semelha cada vez mais evidente no Estado espanhol.

Entre as "acusaçons" difundidas por El Correo Gallego, figura a prevista presença de grupos musicais bascos e cataláns no concerto, grupos todos eles que, como o galego, fomentam "o rechaço a Espanha".

O diário compostelano dirigiu-se já a Carlos Nieves, para "pedir-lhe explicaçons" sobre o concerto. O concelheiro de segurança de Compostela teria-lhes dito que "desconhecia se tinham permissom da Cámara municipal" para levar a efeito um acto musical que, segundo reconheceu, a ele lhe "merece a total reprovaçom", polo qual está "totalmente em contra" de que chegue a ter lugar.

Por seu turno, o alcaide de Compostela, Sánchez Bugalho (PSOE), afirmou desde Madrid que "nunca foi concedida umha licença a AGIR", polo qual suspeita que tenham empregado "um subterfúgio para obter a autorizaçom".

Segundo El Correo Gallego, o Governo municipal compostelano está a "investigar a fundo o assunto do concerto". Bugalho deu a entender, segundo o citado jornal, que o concerto poderá chegar a ser rebentado por iniciativa da instituiçom municipal que preside.

El Correo Gallego apela também à "sensibilidade" do Governo municipal de PSOE e BNG em Compostela ante "os problemas de vandalismo (pintadas na zona velha e destroços em manifestaçons) e ordem pública que supom em Santiago a presença activa de grupos de independentistas radicais". Fai o diário fascista um chamado activo ao Governo de PSOE e BNG e à sua verificada "política de nom conceder-lhes trégua" (sic).

A gravidade da campanha mediática e política pode culminar com a repressom directa contra AGIR e quem participar no concerto, o que torna mais necessária a resposta social ao fascismo de El Correo Gallego e a intoleráncia do Governo PSOE-BNG em Compostela.




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