Comunicado feito público por NÓS-Unidade Popular do Condado

O BNG de Ponte Areas perde os nervos

O BNG de Ponte Areas vem de editar a início de Novembro umha declaraçom contra NÓS-UP baseada em mentiras, calúnias, manipulaçons de factos, mas que, -para além das gratuitas desqualificaçons que deita-, é um evidente expoente do nervosismo e perda de cordura da sua direcçom e dirigentes.

Que umha força como o BNG, até há poucas semanas co-governando Ponte Areas, necessite responder publicamente à esquerda independentista, reflecte duas cousas:

1º- NÓS-UP age como a verdadeira oposiçom e está a realizar um labor sério e rigoroso que conta com cada vez mais simpatias entre o povo trabalhador e a base social nacionalista.

2º- A direcçom do BNG é consciente da cada vez maior referencialidade das propostas independentistas e opta por utilizar as desqualificaçons e as mentiras para recuperar a coesom interna e a credibilidade perdida.

Perante algumhas das falsidades do libelo do BNG, NÓS-UP manifesta:

1º- Resulta surpreendente e aberrante, embora seja certo, que o BNG qualifique de espanholista e reaccionário o PSOE, com o qual co-governou Ponte Areas durante cinco meses, e com o que continua a negociar um novo casamento de conveniência. A que jogam?

2º- É ridículo acusar a Unidade Popular de nom favorecer a consciência nacional!!. O BNG deve referir-se à consciência nacional espanhola. Quem convida Rosa Díez, furibunda eurodeputada da fracçom mais fascista e espanholista do PSOE basco, às festas do Corpus?; quem permite, colabora e cede infraestruturas municipais ao exército espanhol para recrutar jovens da vila?, porque continua a RTMP conectada com Tele Madrid? por citar unicamente três exemplos.

3º- A "clandestina" e acomplexada retirada do cabeçom foi provocada pola pressom popular e as exigências da Plataforma Cidadá. A mudança dos nomes das ruas, após a retirada das placas fascistas por activistas da Plataforma, também foi marcada pola fiscalizaçom imposta polo movimento popular.

4º- Semelha que o BNG nom tolera que a esquerda independentista opine, elabore e proponha alternativas concretas aos problemas e necessidades populares. Denunciar improvisaçom e precipitaçom nas medidas adoptadas na reciclagem, solicitar a criaçom de um Conselho Municipal de Meio Ambiente, a integral reciclagem dos resíduos sólidos urbanos, a elaboraçom dum estudo de construçom comarcal dumha planta de compostagem, é para o BNG "política de acossa e derrube". Que mal andam!!

5º- NÓS-UP solicitou o voto negro (nulo) nas eleiçons municipais de Maio, mas, além de valorizar como positivos os modestos resultados atingidos, em nengum momento nos apropriamos do incremento da abstençom. Unicamente lembramos que mais de 6.500 vizinh@s de Ponte Areas, 37.71%, optamos (abstençom, voto nulo e voto em branco) por nom apoiar nengum dos partidos do regime.

6º- Denunciar que o ex-concelheiro de urbanismo Bolívar González está realizando umha obra privada que nom se ajusta à licença municipal nom é "confundir plantejamentos políticos com temas pessoais", é tam só fazer o que o BNG acertadamente fazia na era Castro, fiscalizar o labor dos governantes, nom permitir a corrupçom e o nepotismo. NÓS-UP nom "estende suspeitas", denuncia de forma contundente e clara que o número dous do BNG de Ponte Areas vulnera impunemente a legislaçom urbanística, e portanto deve demitir-se. E que a protecçom que Mera exerce sobre ele tam só implica ao porta-voz do autonomismo num escandaloso episódio, continuísta do estilo de governar da anterior etapa.

7º- A traca final do panfleto do BNG é umha mostra do subconsciente autoritário e antidemocrático dos seus dirigentes. O BNG pressume de nom ter posto "atrancos" à acçom politica de NÓS-UP e dos colectivos sociais em que desenvolve a sua intervençom a esquerda independentista. Isto tam só é umha nova falácia do BNG, que vem de impulsionar com Candeira umha inquisitorial ordenança municipal que vulnera os direitos democráticos e impossibilita o exercício da liberdade de expressom. Devemos estar agradecid@s aos novos governantes por legalizar a destruiçom da nossa propaganda, por decidir exercer umha labor repressiva contra a militáncia independentista, por negar aqueles espaços públicos a que, como o resto da vizinhança, temos direito por ser parte do povo de Ponte Areas. Lamentamos que os dirigentes do BNG tenham bons mestres de quem copiar estas práticas caciquistas: Dário Bugalhal ou a família Castro.

Com esta atitude, com estas políticas continuístas, o BNG tam só está a favorecer a volta de Nava Castro à alcaidia. Nom sabemos se é esse o seu inconfessável objectivo. Mas sem lugar a dúvidas, nom é o que pretende a esquerda independentista.


Em Ponte Areas a 12 de Novembro de 2003

 

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